Na Cozinha: Panqueca de Coco

Hmmmm… essa receita eu inventei há pouco tempo, mas já estou viciada!! Na minha transição para a alimentação Primal, o mais difícil de eliminar foi o pãozinho no café da manhã! Eu sempre gostei de algo quente e que me alimentasse logo cedo, mas o omelete tradicional me parecia um pouco enjoativo… por isso, resolvi testar essa receita e deu super certo! O segredo aqui é colocar bastante coco, porque assim o gosto do ovo fica bem suave (o gosto forte do ovo é justamente o que eu não gosto de manhã!).

Ingredientes:

– 1 ovo (orgânico, de preferência)

– aprox. 5 col de sopa de coco ralado

Modo de preparo:

 Bata o ovo com um batedor de ovos ou com um garfo.

Adicione o coco e misture.

Se a mistura ficar muito líquida, coloque mais coco.

 

Aqueça uma frigideira com manteiga ou óleo de coco, e com uma colher ou uma concha pequena, coloque um pouco da “massa” no centro da frigideira. Espalhe para ficar com a forma redonda. Quando as bordas começarem a soltar, vire a panqueca. Eu gosto de fazer uns furinhos na massa enquanto a massa cozinha e apertar com a espátula, para cozinhar bem o ovo que tem dentro. (A clara do ovo mal cozida não é legal e pode te dar dor de barriga)

Pronto! A receita faz duas panquecas.

Toppings:

Você pode colocar diferentes toppings na sua panqueca. Eu gosto de colocar mel e canela, blueberries (como a da foto), morangos, bananas ou até derreter um pouco de chocolate meio amargo e colocar por cima!

Façam e me contem se gostaram!

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Fluf – bolsas sustentáveis

Descobri essa novidade recentemente e não pensei duas vezes em compartilhar aqui! A Fluf é uma marca canadense com uma linha de produtos que vai de almofadas à bolsas de vários tipos. O diferencial? Todo o material utilizado é sustentável: o algodão é 100% orgânico, o processo de produção é eco-friendly, o papel usado nas embalagens é certificado pela FSC e 1% da renda obtida com a venda dos produtos é destinada à ONGs que trabalham com proteção ao meio ambiente.

Quem quiser conhecer mais é só entrar no site da marca http://fluf.ca/

Infelizmente eles não fazem entregas no Brasil, mas quem tiver algum amigo ou familiar com viagem marcada… acho que é um bom souvenir! haha

Essa é a minha preferida:

Imagina que sonho levar seus snacks Primal para o trabalho nesta bolsinha?! Ah, esqueci de comentar, toda a linha da Fluf é totalmente lavável!!

Super prático!

E aí, o que achou dessa novidade?

No carrinho: Carnes orgânicas

E para terminar a sessão de posts sobre carne orgânica, vou falar sobre onde encontrá-las perto de você.

O frango e ovos da Korin estão presentes em várias redes de supermercados e tem um sistema de delivery (somente para São Paulo e Grande São Paulo).Existem também outras marcas que produzem ovos orgânicos.

Quanto as carnes bovinas, a única empresa brasileira que comercializa carnes orgânicas é a Friboi, que também podem ser encontradas nas grandes redes de supermercado e no Pão de Açúcar.

ATUALIZANDO: A Friboi tem um site que fala mais sobre suas carnes e também indica onde você pode encontrar as carnes orgânicas na sua cidade!

Quanto ao preço, geralmente os produtos orgânicos costumam ser um pouco mais caras do que as tradicionais, por serem produzidas em menor escala e também pela qualidade dos alimentos que os animais recebem, mas acho que o valor é proporcional a qualidade e benefícios oferecidos! Eu gosto de pensar assim: é melhor gastar um pouco mais agora com alimentos mais saudáveis do que ter que gastar daqui alguns anos com médicos e hospitais!!

Bon Appetit!

Por que optar pela carne orgânica?

Muito bem, agora que esclarecemos o que são as carnes orgânicas, vamos aos benefícios que elas oferecem!

As carnes orgânicas em geral são mais ricas do que as tradicionais em vitaminas e ácidos graxos essenciais. Vamos ver em detalhes quais nutrientes estão presentes nas carnes orgânicas:

Carne Bovina

ProVitamina A: Betacaroteno

 Betacaroteno, um antioxidante lipossolúvel, é derivado do nome latino cenoura, que pertence à família dos químicos naturais conhecidos como carotenos ou carotenóides. Os carotenos produzem a cor amarela e laranja encontradas em frutas e hortaliças e convertida em vitamina A (retinol) pelo organismo. A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel essencial, importante para a visão normal, crescimento dos ossos, reprodução, divisão e diferenciação celular. É responsável, especificamente, pela manutenção da superfície pelicular dos olhos e pela mucosa do trato respiratório, urinário e intestinal.

Descalzo et al, 2005 descobriram que o gado criado a pasto incorpora quantidades significativamente maiores de betacaroteno nos tecidos musculares quando comparados aos animais confinados. As concentrações variam de 0,63 – 0,45 µg/g no gado a pasto e de 0,06 – 0,5 µg/g para gado confinado, um aumento dez vezes maior em níveis de betacaroteno.

Vitamina E: alfa-tocoferol

A vitamina E é também uma vitamina lipossolúvel que existe em 8 diferentes formas com atividade antioxidante poderosa, sendo a mais ativa a alfa-tocoferol. A vitamina E também bloqueia a formação de nitrosaminas que são carcinógenos formados no estômago por conta dos nitritos consumidos na dieta.

  A concentração de alfa-tocoferol natural encontrada em carne de gado confinado é de aproximadamente 2,0 µg/g de músculo enquanto no gado de pasto varia de 5.0 a 9,3 µg/g de tecido, dependendo do tipo de forragem avaliável ao animal.

Ácidos graxos Omega 3: Omega 6

Os ácidos graxos Omega 3 são considerados essenciais, o que significa que são essenciais à saúde humana, mas não podem ser produzidos pela maioria das espécies mamíferas. Por esta razão, devem ser obtidos da alimentação. Os ácidos graxos essenciais (EFAs) são polinsaturados e agrupados em 2 famílias: a dos Omega-6 e a dos Omega-3. Embora haja uma diferença mínima na sua estrutura molecular, as 2 famílias EFAs agem diferentemente no organismo.

Enquanto os produtos metabólicos do ácido Omega-6 promovem inflamação, bloqueio sanguíneo e crescimento de tumores, os ácidos Omega-3 agem de maneira totalmente oposta. Contudo é importante manter equilíbrio entre os dois tipos na dieta, pois estas 2 substâncias trabalham em conjunto para promoção da saúde. O equilíbrio inadequado destes ácidos graxos essenciais contribui para o desenvolvimento de doenças. Vários estudos estabeleceram clara associação entre níveis baixos de ácidos graxos Omega-3 e depressão.

Como na dieta humana, a alimentação do gado ou a composição da ração tem efeito significativo no perfil de ácidos graxos do produto final. O gado a pasto incrementa o teor de Omega-3 na carne em cerca de 60% e também gera uma proporção mais favorável entre Omega-6 e Omega-3. A carne convencional contem proporção de 4:1 na proporção Omega 6:3, enquanto o gado a pasto contem proporção de 2:1. A quantidade de lipídios por porção é altamente variável e depende do regime alimentar, genética e do corte bovino. Contudo quando o teor lipídico é padrão, uma porção de carne de gado confinado com 10% de gordura, fornece 84mg de Omega-3 em 100g de acordo com French et al, 2000.(29). A mesma porção de gado a pasto fornece 136mg n-3/porção.

A proporção ideal de Omega 6: Omega 3 varia na opinião de nutricionistas, de 4:1 a 2:1. A proporção na dieta média da população brasileira é de 20:1, muito acima do recomendado, devido a alimentação rica em óleos vegetais, milho e soja. Este estudo mostra que os participantes alimentados com carne de gado a pasto tiveram aumento na composição de Omega-3 nas suas plaquetas e e no plasma sanguíneo, melhorando assim sua proporção de Omega-6 para Omega-3.

Ácido linoléico conjugado no gado a pasto

O termo ácido graxo conjugado (CLA) é um grupo de ácidos graxos polinsaturados encontrados na carne bovina, de carneiro, e de produtos de laticínios, que existem como uma mistura geral de isômeros de ácido linoléico conjugado posicionais e geométricos. Nas 2 últimas décadas, numerosos benefícios de saúde foram atribuídos ao CLA em experimentos animais, incluindo ações para reduzir a carcinogênese, aterosclerose, estabelecimento da diabetes e massa corporal gorda.

O CLA é encontrado naturalmente em várias carnes de animais ruminantes e seus produtos de laticínios, devido à atividade anaeróbica da bactéria do rúmen Butyrivibrio fibrisolvens. As pastagens verdes vicejantes são particularmente ricas neste precursor, e, portanto, as espécies ruminantes a pasto demonstraram possuir 2 a 3 vezes mais CLA que os ruminantes confinados com dietas concentradas. Na média, a carne de gado a pasto fornece aproximadamente 123mg de CLA em um hambúrguer padrão com 10% de gordura. O mesmo hambúrguer produzido com carne de gado confinado fornece 48,3mg.

 Frango e ovos orgânicos

O ovo orgânico é mais nutritivo do que o ovo comum pois tem maior concentração de alguns nutrientes como a colina por exemplo. A colina é um precursor do neurotransmissor acetilcolina, que atua na memória. A deficiência de colina pode estar associada ao aparecimento de Alzheimer. O ovo orgânico também possui 20% mais vitamina A e 15% mais cálcio do que o ovo não orgânico.

Tanto o ovo quanto o próprio frango orgânico são produzidos livres de antibióticos e hormônios, que são prejudiciais a saúde. Além disso, por serem melhor alimentados, também possuem uma melhor distribuição de Omega 6: Omega 3. O frango orgânico, por exemplo, possui 38% mais Omega 3 e 30% mais cálcio do que o convencional.

Espero ter mostrado alguns dos benefícios no consumo da carne orgânica. Na sua próxima visita ao supermercado, lembre-se destas vantagens! Sua saúde agradece!

Conhecendo um pouco mais sobre as carnes orgânicas

O mercado de orgânicos no Brasil ainda é pequeno e os benefícios do consumo de orgânicos ainda não são muito conhecidos, principalmente pela falta de divulgação sobre a sua importância. O  produto orgânico – em especial as carnes – pode oferecer um grande diferencial para a sua saúde e também para o planeta. Neste primeiro post, explicarei um pouco sobre o que são as carnes orgânicas e no próximo, falarei sobre seus benefícios e sobre onde encontrá-las!

O que torna uma carne orgânica?

Basicamente, o que difere uma carne orgânica da não orgânica é a maneira que os animais são criados e do que se alimentam. Em geral os animais são alimentados com o que é natural e saudável para eles, e são criados livremente, se assemelhando ao máximo com seu habitat natural.

GADO

Na criação, o gado orgânico é rastreado desde seu nascimento até o abate, com registro de peso, alimentação, vacinas, entre outras informações, em fichas individuais. A alimentação dos animais é observada com especial atenção. Além da pastagem, outros ingredientes compõem o cardápio do gado orgânico como casca de soja não transgênica e farelo de algodão. Esses alimentos têm procedência garantida ou são produzidos pelos próprios pecuaristas de acordo com as normas da certificação. Outra preocupação é quanto ao bem-estar dos animais. As fazendas trabalham com sombreamento das pastagens e currais em formato circular para que o gado não se machuque.

O boi criado em sistemas agroecológicos (chamados de “orgânicos”), como explica a veterinária Maria do Carmo Arenales, é aquele criado em pasto sem agrotóxico e sem adubação química, tratado com medicamentos homeopáticos. É um boi ecologicamente correto. “A adubação a pasto é feita com esterco dos próprios animais”, afirma. Quanto às doenças, prevalece o princípio da prevenção do aparecimento das mesmas e, quando há problemas, utiliza-se a homeopatia até para combater moscas e parasitas como vermes e carrapatos. “Mas a vacinação contra aftosa é necessária, pois é obrigatória por lei.” O uso de sal mineral e inseminação artificial são permitidos, mas os antibióticos, proibidos.

Aqui no Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, a maior parte do gado é criado livre e se alimenta de pasto, por isso, são chamados de “Boi Verde”. No entanto, o Boi Verde difere do Boi Orgânico em algumas características. Veja a tabela abaixo:

AVES E OVOS

No caso das aves, a alimentação e o ambiente onde vivem também definem se são orgânicas ou não. Como a galinha e os ovos caipiras são uma variedade presente nos mercados, muitas vezes o consumidor confunde estes tipos de aves com as orgânicas. Com certeza as aves caipiras são mais saudáveis do que as tradicionais, mas neste caso ainda é permitido o uso de agrotóxico e grãos transgênicos na alimentação destas aves, por isso, a ave orgânica ainda é a mais recomendada. Em seguida temos as principais diferenças entre as aves:

 

  • Frango de Granja Industrial: Trata-se do frango convencional, criado por granjas comerciais, através de um modelo consagrado de manejo, que lança mão de antibióticos e promotores de crescimento para obter altos índices de produtividade. O abate de frangos desse tipo ocorre entre o 420 e o 450 dia de vida (Toledo, 2006). Os ovos produzidos por galinhas poedeiras nesse sistema, com alimentação exclusivamente a base de ração e confinadas em gaiolas, possuem a casca branca e a gema com coloração amarelo mais suave. Todo o manejo da propriedade é convencional, inclusive a produção de grãos.
  • Frango caipira: Usa linhagens genéticas específicas, como a Label rouge, e é produzido em áreas mais extensas. Além de receber ração, a ave pode ciscar e ”pastar” pelo terreiro. É abatida entre o 850 e o 900 dia de vida. As aves também não podem receber produtos quimioterápicos e ingredientes de origem animal na ração. Como as aves se alimentam de minhocas e das plantas nativas da região, além da ração, os ovos adquirem uma coloração marrom na casca e amarelo forte na gema, e geralmente são mais ricos em vitaminas que os ovos “brancos” de granjas comerciais. Neste caso, também a propriedade pode continuar com o sistema convencional de produção (usando agrotóxicos, fertilizantes sintéticos altamente solúveis e até sementes transgênicas para a produção de grãos, por exemplo). Ou seja, um frango caipira não necessariamente será orgânico. Para receber o selo de produto orgânico, toda a propriedade deverá se adequar às normas específicas da agricultura orgânica e ser submetida à auditoria de uma entidade certificadora independente.
  • Frango orgânico: Em sua produção também são proibidos antibióticos e promotores de crescimento. Sua dieta, além de não apresentar ingredientes de origem animal, é composta unicamente de grãos e vegetais cultivados em sistema orgânico, ou seja, produzidos sem a utilização de defensivos e fertilizantes químicos. Toda a propriedade precisa passar pelo processo de certificação e cumprir a legislação específica para a produção de orgânicos, para que o produto possa receber o selo de uma certificadora. O abate é feito separadamente dos frangos convencionais e todos os produtos recebem um número de identificação que permite rastrear o lote e o produtor responsável em caso de problemas. Finalmente, além de cumprir as leis ambientais e trabalhistas vigentes do país, os produtores orgânicos são orientados e incentivados pelas certificadoras a exercerem sua cidadania com práticas de responsabilidade social que vão além da legislação. Por exemplo: premiar funcionários, realizar atividades de educação ambiental e ecoturismo em suas propriedades, investir na capacitação de fornecedores, participar dos Colegiados Estaduais de Agricultura Orgânica entre outros.

Por que nunca ouvi falar sobre isso antes?

Um estudo realizado pelo WWF-Brasil em São Paulo e Rio de Janeiro sobre o mercado de produtos orgânicos revela que a carne orgânica ainda é um produto desconhecido e pouco consumido no Brasil, ao contrário do que ocorre em países europeus onde este mercado está em amplo crescimento.

Segundo o estudo, a falta de informações sobre o que é carne orgânica e sobre os benefícios sociais e ambientais decorrentes do modo de produção orgânico são as principais razões para esse baixo consumo no país. Atualmente, o mercado de orgânicos (vegetais e animais) experimenta uma expansão de 15% ao ano no Brasil, mas a carne orgânica tem uma participação em torno de 1%.

Do universo de 763 consumidores entrevistados – homens e mulheres na faixa entre 31 e 60 anos –, 70% desconheciam o que é carne orgânica e as características do sistema produtivo. De acordo com o estudo, o desconhecimento sobre carne orgânica está relacionado à carência de informações sobre alimentos orgânicos de origem animal em geral, ao contrário do que ocorre com os alimentos orgânicos de origem vegetal, melhor difundidos e com consumo consolidado.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre as carnes orgânicas, está na hora de descobrir por que vale a pena investir nessa opção!

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