Na cozinha: nova receita de abacate com óleo de coco e cacau

Postei a um tempo atrás a receita de creme de maracujá com abacate, que costumo comer quase todos os dias. No entanto, costumo fazer algumas variações dessa receita e ultimamente a que eu tenho mais gostado é essa que irei descrever.

Troquei o suco de maracujá pelo suco de uva, o que deixa o creme menos ácido, e adicionei óleo de coco, que é rico em gorduras saturadas (95%), o que  aumenta a variedade de gorduras da nossa receita, nos deixando mais satisfeitos e saciados. Além disso, adicionei  um pouco de cacau em pó, o que dá aquele toque especial e nos fornece proteínas e gorduras (saturada e monoinsaturada) de alta qualidade.

Esta receita, para mim, é ótima na proporção dos macronutrientes – 70% gordura, 10% proteína e 20% de carboidratos aproximadamente – o que torna ela deliciosa. Lembrando: nossos ancestrais e mais de 94% das tribos indígenas  atuais aproximadamente consomem, no mínimo, 40% dos macronutrientes em forma de gorduras seguindo a ordem: Monoinsaturadas, saturadas e poliinsaturadas (Omega 6 e 3 de proporção 2 para 1, aproximadamente).

Novamente, devo confessar que eu não gostava de abacate até conhecer essa receita, que mudou de vez minha opinião! O abacate é uma fruta muito saudável, rico em gorduras monoinsaturadas e ácido oléico, que aumentam o nível de HDL no seu sangue.Ótimo para fazer durante a tarde! Bom, vamos aos ingredientes:

1 abacate do tipo avocado (é o meu preferido, mais docinho e saboroso! Mas dá pra fazer com o abacate manteiga também)

250 ml de suco natatural de uva, ou suco de uva tinto (nada de suco de caixinha em)

2 colheres de sopa de óleo de coco

2 colheres de sopa de cacau em pó.

1 col. de sopa de mel, ou 1 tâmara.

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador e sirva!

É isso!!

Rápido, fácil, delicioso e saudável!

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Na Cozinha: Sopa de abóbora moranga com coco

Oba! Mais uma receita gostosa por aqui! Prometo atualizar esta seção mais vezes… A receita de hoje é prática e rápida. Eu sou uma grande fã de sopas, tomo até no verão! Acho que é uma ótima opção quando temos poucos ingredientes e queremos uma refeição nutritiva e rápida.

Ingredientes

– 400g de abóbora moranga sem casca (aprox. 1/4 da moranga)

– Coco ralado à gosto

– 3 col. de óleo de coco

– queijo meia cura em pedaços (opcional)

– manteiga, cebola e alho para refogar

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqueça a manteiga em um panela e acrescente a cebola e o alho. Descasque a moranga, corte-a em pedaços e coloque na panela também. Adicione água o suficiente para cobrir as abóboras e deixe cozinhar até que a abóbora fique bem macia.

Bata tudo no liquidificador. Depois, acrescente o coco ralado.  Coloque uma colher de óleo de coco no prato fundo ou no bowl que for servir a sopa, e ponha a sopa por cima, fazendo com que o óleo derreta! Se quiser, coloque pedaços de queijo meia cura por cima, fica uma delícia!! Eu gosto muito do mix de sabores desta receita, ela fica levemente doce e o queijo combina perfeitamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

Aliás, este queijo é uma história a parte… eu encomendei o meu com o Bruno, do blog Salão do Queijo. Ele trouxe os queijos artesanais de minas, feito com leite cru e preparo artesanal! É simplesmente maravilhoso! Em breve falarei mais sobre os queijos dele.

 

 

 

 

 

 

 

 

Gostaram??

Se delicie com a gordura saturada, ela é boa para você (parte 2)

Na primeira parte deste post, vocês viram como foi criado o mito da gordura saturada e porque ela foi considerada prejudicial à saúde. Agora vamos mostrar as evidências que provam o contrário!
 
O estudo de Keys
 
No estudo dos 6 países realizado por Ancel Keys, os dados disponíveis dos outros 16 países foram ignorados, para que o a correlação que ele desejava obter fosse alcançada. Se ele tivesse escolhido outros 6 países, como apresentado nos quadros abaixo (tanto da esquerda como da direita) ele poderia ter demonstrado que quanto maior o percentual de gordura na dieta, menor o número de mortes por doenças cardíacas.
 

Observe os quadros da parte de baixo da figura. Keys não foi honesto em seus estudos...

 
Povos com o menor risco de doenças cardíacas – Massai, Inuit, Rendille e Tokelau
 
Massai – a dieta da tribo Massai, que vive no Quênia e nodeste da Tanzânia, consiste em carne, leite e sangue de gado, num total de 66% de gordura.
 
Inuit – os Inuit, esquimós do ártico, se alimentam basicamente de carne e gordura de baleia, que tem 75% de gordura e eles vivem vidas longas, livres de doenças cardíacas e câncer.
 
Rendille – a tribo Rendille, que vive no deserto de Kaisut, no nordeste do Quênia, se alimenta de leite e carne de camelo, e uma mistura de leite e sangue de camelo, conhecida como “banjo”. A dieta deles tem 63% de gordura.
 
Tokelau – eles vivem em três ilhas na Nova Zelândia e se alimentam basicamente de peixe e coco, com 60% de gordura.
 
(Ainda vamos falar mais sobre estas tribos aqui no blog, aguardem!)
 
 Além destas tribos, qualquer bebê alimentado com leite materno em qualquer país do mundo tem uma dieta alta em gordura saturada. O leite materno possui 54% de gordura saturada.
 
A dieta dos caçadores – coletores
  • consumiam grandes quantidades de alimentos de origem animal
  •  preferiam as partes mais gordurosas do animal (orgãos, lingua, cérebro e medula óssea)
  • pouca quantidade de carboidratos presentes nas plantas (sementes, nozes, tubérculos, raízes, frutas – nada de açúcares, grãos e leguminosas)
 Estas informações foram obtidas em um estudo realizado pelo Dr. Loren Cordain, publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Este estudo é considerado como a maior e mais completa análise já feita sobre a dieta paleolítica dos caçadores-coletores. Os antropólogos avaliaram as dietas de 229 populações caçadoras-coletoras, que sobreviveram até o século 20 e que podem ser vistas como substitutas aos nossos ancestrais paleolíticos da idade da pedra.
 
Estes caçadores-coletores dos tempos modernos, quando conseguiam ter acesso, consumiam altas quantidades de alimentos de origem animal, que compunham de 85 a 100% da sua ingestão de calorias, como no caso dos Massai, Inuit e Rendille. Eles consumiam quase toda a carne animal, incluindo os orgãos, língua, medula óssea e cérebro. Outros animais carnívoros fazem a mesma coisa. Os leões, por exemplo, comem os orgãos e a gordura de suas presas, deixando a carne magra e musculosa para trás.
Já que os caçadores-coletores não praticavam a agricultura, eles não tinham milho, arroz ou trigo para se alimentarem. Eles só obtinham uma pequena quantidade de carboidratos por meio de plantas selvagens, sementes, nozes, raízes, tubérculos e frutas.
 

Café da manhã primal

 
A dieta humana ao longo da história
 
A era paleolítica ou idade da pedra, durou 2,5 milhões de anos, começando com o nosso ancestral humano Homo hablis e progredindo por várias espécies, até chegar à nossa, Homo sapiens, que existe há cerca de 200.000 anos.  
A era da agricultura começou há aproximadamente 10.000 anos atrás e, durante este tempo, por 500 gerações, o consumo de carboidratos foi aumento gradualmente. Mesmo assim, no começo da revolução industrial, há 250 anos atrás, o consumo de açúcar ainda era 1/50 do que é hoje. Agora nós estamos consumindo uma quantidade enorme de carboidratos em grãos, derivados do leite, bebidas, açúcares refinados, balas e outros doces, isso tudo junto com óleos vegetais processados e molhos prontos que não existiam na nossa dieta durante 99,9% da nossa história como seres humanos. Durante este período, o genoma humano se tornou adaptado a seguir uma dieta com altas quantidades de gordura e pequenas quantidades de carboidratos. Ainda assim, as autoridades atuais sobre saúde nos dizem para fazer o oposto e seguir uma dieta pobre em gorduras e rica em carboidratos. Não é à toa que as taxas de obesidade crescem tanto.
 
Framingham Study
 
Impossível não comentar sobre as envidências encontradas no maior estudo já realizado com o intuito de descobrir as causas de doenças cardíacas (já falei sobre ele aqui). Em 1987, os pesquisadores do Framingham Study publicaram estas duas conclusões no renomado Journal of the American Medical Association: 1) Acima de 50 anos, não há aumento na taxa de mortalidade por doenças cardíacas tanto em pessoas com alto teor de colesterol no sangue, quanto em pessoas com baixo teor de colesterol no sangue; 2) Em pessoas com um nível de colesterol decrescente, para cada 1% de queda no colesterol houve um aumento de 11% na taxa de mortalidade para os próximos 18 anos.
Depois, em 1992, nos Archives of Internal Medicine, o terceiro diretor do estudo (o estudo começou em 1948 e é realizado até hoje), Dr. William Castelli declarou: “Neste estudo, quanto mais gordura saturada, mais colesterol e mais calorias alguém consome, menor é o nível de colesterol no sangue desta pessoa (…) nós descobrimos que as pessoas que consumiam mais colesterol também consumiam mais gordura saturada, mais calorias, pesavam menos e eram mais ativas fisicamente”.
 
A maioria dos médicos nunca ouviu falar sobre estas descobertas porque, basicamente, as organizações médicas como a American Heart Association, agências do governo e a indústria farmacêutica simplesmente ignoram estes acontecimentos. Afinal, receitar medicamentos para reduzir o colesterol é uma indústria que movimenta U$ 25 bilhões por ano.
 
Gordura saturada e doenças cardíacas
 
 
 
 A figura acima mostra uma correlação inversa entre o consumo de carne vermelha e a taxa de doenças cardíacas. Países com o menor consumo de gordura saturada tem as maiores taxas de doenças cardíacas. Georgia, Tadjisquistão, Azerbaijão, Moldávia, Croácia, Macedônia e Ucrânia (quadro de cima na figura) tem um consumo de gordura saturada menor que  7,5% do total de calorias, que é exatamente o recomendado pela USDA, a nossa Pirâmide Alimentar e a American Heart Association. No entanto, as suas taxas de mortalidade por doenças cardíacas é bastante alta. Austria, Finlândia, Bélgica, Islândia, Holanda, Suíça e França (quadro de baixo na figura) tem os maiores níveis de gordura saturada em suas dietas e as menores taxas de doenças cardíacas. A França, que tem o maior consumo de gordura saturada tem a menor taxa de morte por doenças cardíacas dentro destes 14 países.
 
Por que a gordura saturada é boa para nós?
 
A importância biológica da gordura saturada
 
Existe uma razão para que o leite materno tenha 54% de gordura saturada. As membranas celulares precisam de ácidos gordurosos  para funcionar corretamente e se tornarem “à prova d’água”. O coração prefere a gordura saturada de cadeia longa, com 16 átomos de carbono (ácido palmítico) e de 18 carbonos (ácido esteárico) para o obter energia. Os ossos precisam da gordura para assimilar o cálcio efetivamente. Ela protege o fígado dos efeitos adversos do álcool e medicamentos como Tylenol. O sufactante pulmonar é composto inteiramente do ácido plamítico, e quando este é presente em quantidades suficientes, pode prevenir asma e outros distúrbios respiratórios. As gorduras saturadas funcionam como sinalizadores para a produção de hormônios. Ela tem um papel importante no sistema imunológico porque incentivam as glóbulos brancos no sangue a destruírem bactérias invasivas, vírus e fungos e a combaterem tumores. E oa ácidos de cadeia média matam bactérias e o fungo candida. Gorduras saturadas também enviam sinais de saciedade, então você para de comer porque se sente satisfeito, perde gordura e mantém um peso normal. E, o mais importante, comer gordura saturada reduz o consumo de carboidratos e óleos vegetais que prejudicam a sua saúde.
 
Manteiga x Doenças
 
Para finalizar, deixo vocês refletindo sobre o gráfico abaixo. Chega de acreditar na propaganda daquela “margarina amiga do coração”. Chega do combo peito-de-frango-grelhado-e-alface. Traga a picanha, a manteiga, o óleo de coco de volta para a sua vida  e seja magra (ou magro), feliz e saudável!!
 

Linha amarela: consumo de manteiga. Linhas vermelha e rosa: Doenças cardíacas e câncer, respectivamente.

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