Vídeo: O problema dos grãos

Mais um vídeo muito bom! Nesta entrevista com Mark Sisson, ele fala sobre o problema dos grãos, como estão relacionados à doenças como a síndrome do intestino solto, e como prejudicam nossa saúde, dificultando a absorção de cálcio e causando doenças inflamatórias. É bem rápido e vale a pena assistir!

* Para legendas em português feitas por nós, clique em CC.

 

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Artigo da Semana: Como a agricultura arruinou sua saúde (e o que fazer quanto a isso)

Esta seção é dedicada à tradução de artigos relacionados ao estilo de vida primal. É direcionada para aqueles que querem saber um pouco mais sobre o assunto e desejam se aprofundar em alguns aspectos específicos. Se você acabou de conhecer o blog, clique aqui.

Você está acima do peso. Me desculpe por ser tão direto, mas provavelmente é verdade: a maioria dos adultos vivendo em países ocidentais está acima do peso. Grande parte deles são obesos.

Metade de vocês está tomando, pelo menos, um remédio prescrito. Metade dos idosos toma, pelo menos, três. Você pode não estar tomando nada, mas você conhece alguém que está.

Isso soa normal? Quero dizer, doenças crônicas perpétuas e obesidade são o estado normal de existência para nós? Nossa constituição é tão falha que não conseguimos nos manter vivos sem pílulas e médicos?

Não. Absolutamente não. Não foi sempre assim, vocês sabiam?

A primeira grande virada aconteceu com a Revolução da Agricultura. Por volta de 10.000 anos atrás, quando os antigos caçadores-coletores começaram a plantar sementes, em fileiras organizadas, algo aconteceu. A população explodiu, pois agora nós tínhamos uma fonte estável de calorias. Vilas e cidades de expandiram, porque nós não precisávamos mais ir atrás de nossa comida. Nós podíamos apenas planta-la onde vivíamos.

Essas coisas soam como boas, certo? Mais abrigo e comida soa bem, não soa?

Bem, outra coisa aconteceu, também. Aqueles primeiros agricultores eram menores do que os antigos caçadores-coletores que eles substituíram. Eles não viviam por tanto tempo e tinham cérebros menores. Eles tinham muito mais doenças infecciosas e cáries. Resumindo, eles não eram tão saudáveis quanto os caçadores-coletores. Mesmos genes, mesmos Homo sapiens, ambiente diferente e saúde pior.

Mas espera aí – grãos integrais são supostamente saudáveis. Qualquer instituição do governo recomenda que os grãos integrais sejam grande parte da nossa dieta. Como podem os grãos e a agricultura terem causado todos aqueles problemas de saúde aos nossos ancestrais?

O grande problema dos grãos é que eles não ligam para você. Pense sobre isso: um grão é uma planta bebê. Ou um ovo de trigo, se você preferir. Para que este trigo possa passar a diante os seus genes, este grão precisa chegar até o chão, germinar e crescer para repetir o processo. Assim como a galinha precisa proteger seus ovos e mantê-los quentes até que se rompam, o grão precisa de maneiras para se manter protegido durante este processo e impedir que outros animais o comam.

Infelizmente para o grão, ele não tem pernas, dentes, asas ou garras. Ele não pode lutar. Ele não pode correr dos predadores. Ele parece indefeso, parado como um punhado de trigo.

Os grãos são tudo, menos indefesos. Eles têm uma série de defesas químicas, incluindo várias lectinas, glúten e ácido fítico, que desordenam sua digestão, causam inflamação e te impedem de absorver nutrientes e minerais que são vitais.

Todos os grãos contém alguns ou todos esses antinutrientes, em diversos níveis, então, quando nossos ancestrais começaram a fazer refeições regulares à base de grãos, a sua saúde sofreu com isso.

Ok – então nós temos os registros fósseis para provar que a agricultura dos grãos trouxe doenças e saúde inferior para a população humana, mas nós não sabemos se estes primeiros fazendeiros eram obesos. Eles provavelmente não eram. Mesmo se você olhar para as fotos dos americanos na década de 30 até a década de 60, quase todo mundo é magro. Como isso é possível?

Vamos continuar.

 Isso me leva à segunda virada: o final dos anos 70. Até aquela época, as taxas de obesidade nos EUA tinha se mantido constante, por volta dos 12% da população adulta. Não era ótima, mas não tão ruim para uma sociedade com acesso fácil à comida.

No começo dos anos 80, as coisas mudaram. As taxas de obesidade começaram a subir constante e consistentemente até hoje, onde quase 30% da população adulta é obesa e 70% está acima do peso e/ou é obesa. 1 em cada 3 adultos são obesos. Mais de 2 em cada 3 estão acima do peso. Isso parece certo?

O que mudou?

A propaganda da dieta baixa em gordura começou. Foi dito às pessoas que a gordura e o colesterol estava matando-as (baseado em ciência ruim) e as tornando mais gordas.

Então, para evitar toda essa gordura, eles começaram a comer mais grãos, carboidratos e outros alimentos processados com baixa gordura.

A outra coisa sobre os grãos (e carboidratos em geral) é que eles elevam os níveis de insulina do seu corpo. A insulina é necessária para transportar nutrientes, como carboidratos e proteína, para as várias células do corpo. Você come carboidratos e a insulina lida com eles. Mas, se você comer muitos carboidratos – como, por exemplo, uma pessoa que sempre ouviu que nunca deveria comer gordura e que poderia comer o quanto quisesse de grãos e produtos processados, com pouca gordura e muito açúcar – sem se exercitar insanamente, o seu corpo libera insulina em excesso e você se torna resistente à insulina.

Quando você é resistente à insulina, qualquer quantidade de carboidrato é intolerável. Ele vai virar gordura corporal e quanto mais gordura corporal você tem, mais resistente à insulina você se torna. Quanto mais resistente à insulina você é, menos nutrientes são transportados para as suas células, significando que você continua com fome, mesmo quando está comendo, então, você come mais carboidratos que você não consegue tolerar. É um ciclo vicioso, como você pode ver, e nos leva à bagunça em que vivemos hoje.

Para piorar ainda mais as coisas, a maior parte dos carboidratos que estamos consumindo hoje vem na forma de açúcar, ou ainda de uma fonte mais barata e popular, o xarope de milho, rico em frutose. Ambas as formas de açúcar são ricas em frutose, que o fígado transforma em glicogênio, um tipo de energia baseada em carboidratos, até que as reservas de glicogênio estejam cheias. Estas reservas de glicogênio se enchem rápido, já que a maioria das pessoas não estou usando o glicogênio (o que é meio difícil de fazer quando você tem que trabalhar em um escritório e fica preso no trânsito o dia todo), essa frutose se torna gordura no fígado.

Juntas, a dieta rica em açúcar e grãos refinados e a dieta baixa em gorduras, se tornaram a população obesa e doente que vemos hoje. A boa notícia é que resolver o problema – pelo menos em nível individual – é fácil.

Tudo o que você tem que fazer é seguir a lei número 9 do Primal Blueprint: evitar coisas venenosas. Aquelas toxinas que os grãos utilizam para se defender? Estes são os venenos que você deveria parar de comer.

Então, livre-se dos grãos. Aqui você vê como. Livre-se do pão. Reduza seu consumo geral de carboidratos. (Veja aqui a curva de carboidratos). Mesmo se você não está acima do peso, eu garanto que você vai se sentir melhor sem este veneno na sua vida.

P.S. Você sabe o que não deve comer e porque não deve comer. Mas o que você deve comer? Veja aqui.

Este artigo é uma tradução de um newsletter enviado por Mark Sisson, no mês de dezembro de 2011.

Dica de leitura

Mais uma nova categoria, ótima para quem quer conhecer mais sobre o estilo de vida primal, mas não sabe por onde começar…

Hoje vou indicar um blog amigo, o Vida Primal, que também fala sobre o estilo de vida primal de maneira bem simples. Mais precisamente, quero indicar dois posts específicos, que contém a tradução de uma fantástica entrevista com o Dr. William Davis, autor do livro “Wheat Belly” (Barriga de trigo, tradução livre). A entrevista é absolutamente esclarecedora, principalmente para aqueles que ainda tem dúvidas sobre os males causados pelos grãos e carboidratos de alto índice glicêmico.

Não deixem de visitar!

Parte 1: http://vidaprimal.wordpress.com/2011/10/02/entrevista-com-o-dr-william-davis-parte-12/

Parte 2: http://vidaprimal.wordpress.com/2011/11/14/entrevista-com-o-dr-william-davis-parte-22/

Por que temos desejos por açúcar e massas?

Uma historia típica de uma pessoa viciada em açúcar (acredito que mais de 95 % da população em certo grau são viciados) é mais ou menos como essa:

Eu tenho desejos por açúcar até quando não estou com fome. Posso comer uma bela salada com arroz, feijão e carnes e ainda alguns minutos mais tarde eu vou ter desejos por doces. Eu geralmente como alimentos saudáveis (saudáveis dentro da concepção da maioria das pessoas, mas que aqui em nosso blog mostramos evidências de que não são) a maior parte do tempo, mas ainda assim tenho desejo por doces.

Toda minha família e amigos adoram doces e eu tento não comê-los mais. Quando consigo, eu geralmente como algumas barrinhas de cereais e pães com mel ou geléia entre as refeições, o que funciona por um tempo, mas mesmo assim não consigo emagrecer ou emagreço pouco temporariamente.

Minha resposta a este típico hábito bem como o comentário que ouço da maioria das pessoa é: “Não se preocupe, você não tem culpa.” E não tem mesmo! Você apenas foi enganado. Não há nada de errado com isso, todo mundo é ou já foi enganado em alguns momentos de suas vidas. Explicarei em mais detalhes.

Por influência da cultura, nós, brasileiros, nascemos condicionados a pensar que o prato que mais consumimos: arroz e feijão, é o prato mais saudável de todos. Afinal, nós já o consumimos há algumas gerações, assim como outros grãos, dentre os mais famosos, o trigo.

Ao longo dos anos, o interesse da população sobre nutrição e a questão da sustentabilidade dos meios de produção de alimentos tem aumentado consideravelmente.

Informações sobre alimentação na internet vem nos condicionando a valorizar este hábito (coma muito arroz e feijão, pães integrais, frutas, sucos e verduras).

Até comunidades mais controversas e não convencionais, como a comunidade vegetariana no Brasil, vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, junto com o Yôga e o aumento do interesse das classes mais altas quanto a alimentação. Essa tendência tem ganhado muito apoio da mídia nacional e internacional ultimamente. A partir daí o mercado passou a investir nessa tendência, por meio do desenvolvimento de linhas de produtos que se enquadram dentro desse perfil, como produtos como soja, barrinha de cereal, aveia e outros.

Apesar da maior consciência da população quanto a importância da nutrição, o nível de doenças crônicas como obesidade, diabete, artrite e câncer vem crescendo consideravelmente junto com essa tendência.

Temos que manter isso estes fatos em mente e analisar o papel do hormônio insulina para respondermos a pergunta: Por que temos desejos por açúcar e doces??

A resposta para essa pergunta com certeza está relacionada à produção desse hormônio, que é responsável por gerar tantos problemas de saúde, quando produzido em grandes quantidades.

Mas o que isso tem a ver com o açúcar?

Pesquisas feitas com animais de laboratórios, estudos controlados, assim como observações populacionais, tem provado que a insulina é o hormônio de maior importância em relação à obesidade. Quanto maior a produção de insulina, maior é a quantidade de gordura visceral (barriga), acumulada entre o fígado e os órgãos, e maior distribuição desproporcional de gordura no corpo (barriga nos homens, pernas e glúteos nas mulheres).

Sim, mas por que esse hormônio tem a ver com os cereais integrais e o açúcar?

Estes experimentos tem mostrado que quanto mais açúcar, ou grãos (trigo integral, arroz e milho) são dados aos animais maior é a produção de insulina. Aqui está o porquê de termos sido enganados: os grãos, junto com o açúcar, são os principais causadores de obesidade.

Quando consumimos arroz, barrinhas de cereais, pães, macarrão e milho, a quantidade de glicose (açúcar) que entra na corrente sanguínea é muito maior e mais rápida do que de outros alimentos, como os vegetais e as carnes. Há uma diferença muito grande no metabolismo da glicose entre estes alimentos, o suficiente para que com o consumo de grãos ou açúcar a glicose sanguínea seja suficiente para produzir enormes quantidades do hormônio insulina. No entanto, ao consumirmos carnes e vegetais, a glicose entra em nosso sangue tão devagar a ponto de gerar variações mínimas no nível de glicose em nosso sangue e como conseqüência, produzir quantidades mínimas, ou seja, saudáveis, de insulina, o que não irá comprometer a saúde dos órgãos a longo prazo.

A obesidade é uma questão hormonal, causada pela quantidade de insulina que seu corpo produz em resposta a determinados alimentos e não uma questão de quantas calorias estamos consumindo. O conceito de calorias é praticamente inútil para nós, essa teoria foi criada recentemente após a segunda guerra mundial pela Associação Médica dos EUA,  baseada em uma teoria falsa de que quanto mais calorias consumimos mais engordamos. Essa teoria não bate com teorias de cientistas austríacos e de diversos países da Europa, que eram a norma antes da segunda guerra mundial. As autoridades médicas americanas continuam se recusando a aceitar milhares de evidências científicas e observacionais de que a obesidade é causada pela insulina.

Já foi provado cientificamente que a insulina é responsável pelo aumento de gordura corporal, e continuamos a ser instruídos erroneamente por autoridades nutricionais ou médicas, que simplesmente não possuem conhecimento sobre os fatores que geram o acúmulo de gordura, pois seguem recomendações das autoridades americanas (dá para notar o belo trabalho que estão fazendo por lá).

Gostaria de que vocês mantivessem algumas destas informações em mente, porque o sucesso de vocês com a dieta Primal (dieta próxima do que foi consumido durante 99,9% do período de nossa evolução genética como espécie – mais de 2 milhões de anos) depende da compreensão de que a insulina é responsável pelo acúmulo de gorduras em nosso corpo e ela é produzida quando consumimos grãos (arroz, pães, massas e milho) ou açúcar e não quantas calorias de vegetais ou gorduras estamos ingerindo. De fato, como já foi comprovado cientificamente, quanto mais gorduras consumimos (saturadas e monoinsaturadas) maior o potencial para emagrecermos, uma vez que nos sentimos mais saciados e as comemos no lugar desses carboidratos nocivos (grãos).

Diversos estudos observacionais feitos com animais e seres humanos (com populações isoladas que consomem pelo menos 30% da dieta em forma de gorduras), e milhares de depoimentos de quem segue a dieta Primal (veja aqui alguns deles) provam que quanto mais gorduras saturadas principalmente e monoinsaturadas consumimos menor é o nível de gordura corporal.

Nosso objetivo com a dieta Primal é fornecer a vocês leitores cada vez mais informações e referências que comprovam estes fatos e também guiá-los para que alcancem seus objetivos por meio do estilo de vida Primal.

Thanks a lot.

Como seguir a dieta Primal – transição passo a passo

Atendendo aos pedido dos nossos leitores (já viram a enquete aqui do lado? Queremos saber o que vocês querem ler aqui!) estamos postando esse artigo com opções de cardápios e planos de dieta.

De acordo com  nossa experiência, essas são as melhores opções de transição para quem quer ser Primal, perder muita gordura, alcançar saúde e longevidade. Na primeira opção você pode fazer uma transição mais suave, portanto ainda pode comer alguns alimentos “não Primal” (que não estamos geneticamete adaptados a ingerir) na primeira semana da dieta e na segunda opção você passa por uma transição mais repentina, ou seja terá que eliminar no primeiro dia pelo menos 90% dos alimentos “não Primal”. Vejam abaixo as opções de transição e os respectivos cardápios sugeridos. Vale lembrar que é apenas uma sugestão e que as quantidades podem variar de acordo com a sua estrutura física e apetite.

 Opção 1 (transição lenta)

 Café da manhã:

1 fatia de pão de forma integral

2 ovos, ou mais (orgânicos, ou enriquecidos com Omega 3)  – dica: experimente a panqueca de coco

e/ou

1 iogurte integral (100g) com baixo teor de açúcar (menos de 12g), podendo ser batido com meio abacate com uma colher de chá de mel e/ou frutas da sua preferência.

 

Almoço:           

Pelo menos 70% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (Azeite e óleo de coco a vontade).

Troque metade do conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional): 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

 

Lanche da tarde:            

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g) e/ou meio abacate batido com o iogurte ou com sucos naturais.

Dica – creme de abacate com maracujá

e/ou

Frutas, castanhas e nozes  

Proibido barrinha de cereal ou qualquer tipo de grãos.

 

Jantar:     

Pelo menos 70% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (Azeite e óleo de coco a vontade).

Troque metade do conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

Meia taça de vinho tinto (opcional)

Nota: O consumo de carnes, queijo, ovos e vegetais não é restrito, ou seja pode ser consumido à vontade. Evite beber qualquer suco de frutas. Proibido o consumo de açúcar. O consumo de batata branca tem que ser limitado (menos de 1 por dia). Tubérculos como mandioquinha, mandioca, abóbora,  batata doce e inhame podem ser consumidos moderadamente (menos de 200g por dia).

 

Opção 2 (transição rápida)

Café da manhã

2 ovos, ou mais (orgânicos, ou enriquecidos com Omega 3)

e/ou

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g), podendo ser batido com meio abacate com uma colher de chá de mel.

Proibido pães, ou qualquer tipo de grão.

 

 Almoço:          

Pelo menos 90% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (azeite e óleo de coco a vontade).

Elimine todo conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Feijão, lentilha ou grão de bico devem ser consumidos moderadamente.

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

 

Lanche da tarde:            

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g) e/ou meio abacate batido com o iogurte ou com sucos naturais.

Dica – creme de abacate com maracujá

e/ou

Frutas, castanhas e nozes  

Proibido barrinha de cereal ou qualquer tipo de grãos

 

Jantar:     

Pelo menos 90% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (azeite e óleo de coco a vontade).

Elimine todo conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Feijão, lentilha ou grão de bico devem ser consumidos moderadamente.

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

Meia taça de vinho tinto (opcional)

 

Nota: O consumo de carnes, queijo, ovos e vegetais não é restrito, ou seja pode ser consumido à vontade. Evite beber qualquer suco de frutas. Proibido o consumo de açúcar. O consumo de batata branca tem que ser limitado (menos de 1 por dia). Tubérculos como mandioquinha, mandioca, abóbora,  batata doce e inhame podem ser consumidos moderadamente (menos de 200g por dia).

Se você optou pela opção 1, vá diminuindo gradualmente a quantidade de grãos ingeridos, até chegar a opção 2.

Após ter feito duas semanas de transição na opção 2, siga a curva de carboidratos Primal ideal para o seu objetivo.

Bom apetite!

Animais, meio ambiente e vegetarianismo

Você já parou pra pensar sobre a sustentabilidade da agricultura? Já refletiu sobre o argumento de que o vegetarianismo protege o meio ambiente? Muitos de nós não têm noção do impacto da agricultura no ecossistema.

A soja e o mito de uma escolha mais sustentável

Existem vantagens para a criação de gado mesmo em terras que poderiam ser usadas para a agricultura.

  • Animais criados em campos fertilizam o solo naturalmente, com pouca ou nenhuma necessidade para uso de fertilizantes artificiais e inorgânicos. Toneladas de fertilizante com nitrato, que cada vez mais se infiltram em grande quantidades nos nossos rios, não são usados primariamente para a produção de carne, mas sim para a produção de cereais e plantações.
  • Com a criação de gado, os campos são normalmente pequenos e cercados por mato. O bom fazendeiro tende a manter o mato para proteger seus animais do calor e do sol de verão. A margem dos campos, árvores e sebe fornecem um habitat natural para pequenos animais como insetos e flores selvagens.
  • A agricultura arável em grande escala demanda grandes campos abertos. Em tais fazendas são eliminadas as árvores, sebe e mato causando danos ao ecossistema local. Milhares de quilômetros de floresta foram desmatados neste século. As pessoas se queixam do desmatamento e que milhares de plantas e animais estão entrando em extinção – este fato leva muitas pessoas a seguir o vegetarianismo, sem saber que estão contribuindo para o aumento do desmatamento
  • Ameaça às espécies – o aumento da produção de soja, e grãos (trigo, arroz) demanda mais terras a serem cultivadas, o que resulta na destruição do meio ambiente. O vegetarianismo, que promove o consumo desses alimentos não saudáveis inevitavelmente acelera o desmatamento. 

A sociedade como um todo deveria simpatizar e concordar com os direitos dos animais e instituições que promovem o direito dos animais, que deveriam estar pastando nos campos, ao invés de estarem confinados em ambientes fechados, ou criados em áreas que  não são cercadas por florestas e sebe, para que o ecossistema local mantenha-se preservado. Ao invés disso, estas áreas são usadas para produzir soja, que alimenta os animais, o que demanda mais terreno para ser desmatado, além de inevitavelmente levar a destruição do solo, que como conseqüência destrói a vida local. Não obstante, a qualidade da carne consumida é diminuída e o animal paga por isso.

Os ocidentais vegetarianos atualmente se situam em uma posição social e educacional privilegiada, cabe a nós informá-los quanto aos perigos a saúde e ao meio ambiente.  Estas pessoas podem ter motivos nobres, porém a falta de informação por meios errados levam-nas a adotar esse estilo de vida ingênuo.

O que é errado para um é errado para todos.

Referências

Crawford M., Crawford S.. What We Eat Today . Spearman, London, 1972.

Hawkes J. G.. The Hunting Hypothesis . In: Ardrey R., ed. The Hunting Hypothesis . Collins, London

Porque não havia câncer entre os Esquimós?

As sociedades caçadoras-coletoras do mundo tem uma taxa extremamente baixa de câncer. Este fato, embora bem conhecido no século 19 e começo do século 20 entre a comunidade médica e científica, é praticamente esquecido ou ignorado nos tempos atuais, de modo a se tornar obscuro.

Médicos do ártico notaram que os esquimós eram notavelmente saudáveis e embora sofressem de algumas das doenças transmitidas pelo homem branco,  não desenvolveram nenhum tipo de doenças crônicas, que hoje em dia consideramos costumeiras, como obesidade, doenças cardiovasculares, câncer, diabete, prisão de ventre, apendicite, entre outras. Muitos dos médicos europeus e norte americanos decidiram fazer pesquisas e ir para a ao ártico, assim que descobriram que os esquimós não desenvolvem câncer. Essas pesquisas começaram em 1850 e duraram até 1920, quando esquimós tradicionais, que não foram influenciados pela alimentação ocidental, se tornaram difíceis de encontrar.

Um dos médicos se chamava capitão George B. Leavit, que pesquisou, ou melhor, procurou câncer entre os esquimós de 1885 à 1907. Junto com sua equipe de médicos, ele alegou que examinou dezenas de milhares de esquimós e não encontrou uma única incidência de câncer. Ironicamente, ao mesmo tempo, Leavit estava diagnosticando casos de câncer entre sua tripulação e outras populações que se alimentavam com a dieta ocidental, que consistia principalmente de farinha de trigo e alimentos enlatados. É importante notar que os esquimós tinham muita confiança nos ocidentais, o que permitia que médicos os examinassem regularmente, além do fato de andarem sem vestir a parte de cima de suas roupas, o que permitia um contato visual constante pelos médicos, o que tornaria relativamente fácil detectar sinais de câncer.

Um estudo foi publicado em 1934 pelo “’F.S Fellows” nos relatórios de saúde publica do tesouro Americano, chamado “Mortalidade entre raças nativas do território do Alasca com referencia especial a tuberculose”. Nele contem uma tabela mostrando a taxa de mortalidade de câncer entre diversas regiões do Alasca, sendo todas elas influenciadas pela alimentação ocidental em certo grau. No entanto, algumas regiões foram mais influenciadas que outras. Segue a porcentagem de mortes por câncer em ordem decrescente de influência ocidental:

Em azul: homem branco, em vermelho: esquimós

É interessante notar a coerência entre o índice de câncer e o grau de influência ocidental na alimentação das respectivas regiões. Os alimentos mais consumidos pelos ocidentais na região eram farinha de trigo, açúcar e alimentos enlatados. Curioso, hein?

Se delicie com a gordura saturada, ela é boa para você (parte 2)

Na primeira parte deste post, vocês viram como foi criado o mito da gordura saturada e porque ela foi considerada prejudicial à saúde. Agora vamos mostrar as evidências que provam o contrário!
 
O estudo de Keys
 
No estudo dos 6 países realizado por Ancel Keys, os dados disponíveis dos outros 16 países foram ignorados, para que o a correlação que ele desejava obter fosse alcançada. Se ele tivesse escolhido outros 6 países, como apresentado nos quadros abaixo (tanto da esquerda como da direita) ele poderia ter demonstrado que quanto maior o percentual de gordura na dieta, menor o número de mortes por doenças cardíacas.
 

Observe os quadros da parte de baixo da figura. Keys não foi honesto em seus estudos...

 
Povos com o menor risco de doenças cardíacas – Massai, Inuit, Rendille e Tokelau
 
Massai – a dieta da tribo Massai, que vive no Quênia e nodeste da Tanzânia, consiste em carne, leite e sangue de gado, num total de 66% de gordura.
 
Inuit – os Inuit, esquimós do ártico, se alimentam basicamente de carne e gordura de baleia, que tem 75% de gordura e eles vivem vidas longas, livres de doenças cardíacas e câncer.
 
Rendille – a tribo Rendille, que vive no deserto de Kaisut, no nordeste do Quênia, se alimenta de leite e carne de camelo, e uma mistura de leite e sangue de camelo, conhecida como “banjo”. A dieta deles tem 63% de gordura.
 
Tokelau – eles vivem em três ilhas na Nova Zelândia e se alimentam basicamente de peixe e coco, com 60% de gordura.
 
(Ainda vamos falar mais sobre estas tribos aqui no blog, aguardem!)
 
 Além destas tribos, qualquer bebê alimentado com leite materno em qualquer país do mundo tem uma dieta alta em gordura saturada. O leite materno possui 54% de gordura saturada.
 
A dieta dos caçadores – coletores
  • consumiam grandes quantidades de alimentos de origem animal
  •  preferiam as partes mais gordurosas do animal (orgãos, lingua, cérebro e medula óssea)
  • pouca quantidade de carboidratos presentes nas plantas (sementes, nozes, tubérculos, raízes, frutas – nada de açúcares, grãos e leguminosas)
 Estas informações foram obtidas em um estudo realizado pelo Dr. Loren Cordain, publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Este estudo é considerado como a maior e mais completa análise já feita sobre a dieta paleolítica dos caçadores-coletores. Os antropólogos avaliaram as dietas de 229 populações caçadoras-coletoras, que sobreviveram até o século 20 e que podem ser vistas como substitutas aos nossos ancestrais paleolíticos da idade da pedra.
 
Estes caçadores-coletores dos tempos modernos, quando conseguiam ter acesso, consumiam altas quantidades de alimentos de origem animal, que compunham de 85 a 100% da sua ingestão de calorias, como no caso dos Massai, Inuit e Rendille. Eles consumiam quase toda a carne animal, incluindo os orgãos, língua, medula óssea e cérebro. Outros animais carnívoros fazem a mesma coisa. Os leões, por exemplo, comem os orgãos e a gordura de suas presas, deixando a carne magra e musculosa para trás.
Já que os caçadores-coletores não praticavam a agricultura, eles não tinham milho, arroz ou trigo para se alimentarem. Eles só obtinham uma pequena quantidade de carboidratos por meio de plantas selvagens, sementes, nozes, raízes, tubérculos e frutas.
 

Café da manhã primal

 
A dieta humana ao longo da história
 
A era paleolítica ou idade da pedra, durou 2,5 milhões de anos, começando com o nosso ancestral humano Homo hablis e progredindo por várias espécies, até chegar à nossa, Homo sapiens, que existe há cerca de 200.000 anos.  
A era da agricultura começou há aproximadamente 10.000 anos atrás e, durante este tempo, por 500 gerações, o consumo de carboidratos foi aumento gradualmente. Mesmo assim, no começo da revolução industrial, há 250 anos atrás, o consumo de açúcar ainda era 1/50 do que é hoje. Agora nós estamos consumindo uma quantidade enorme de carboidratos em grãos, derivados do leite, bebidas, açúcares refinados, balas e outros doces, isso tudo junto com óleos vegetais processados e molhos prontos que não existiam na nossa dieta durante 99,9% da nossa história como seres humanos. Durante este período, o genoma humano se tornou adaptado a seguir uma dieta com altas quantidades de gordura e pequenas quantidades de carboidratos. Ainda assim, as autoridades atuais sobre saúde nos dizem para fazer o oposto e seguir uma dieta pobre em gorduras e rica em carboidratos. Não é à toa que as taxas de obesidade crescem tanto.
 
Framingham Study
 
Impossível não comentar sobre as envidências encontradas no maior estudo já realizado com o intuito de descobrir as causas de doenças cardíacas (já falei sobre ele aqui). Em 1987, os pesquisadores do Framingham Study publicaram estas duas conclusões no renomado Journal of the American Medical Association: 1) Acima de 50 anos, não há aumento na taxa de mortalidade por doenças cardíacas tanto em pessoas com alto teor de colesterol no sangue, quanto em pessoas com baixo teor de colesterol no sangue; 2) Em pessoas com um nível de colesterol decrescente, para cada 1% de queda no colesterol houve um aumento de 11% na taxa de mortalidade para os próximos 18 anos.
Depois, em 1992, nos Archives of Internal Medicine, o terceiro diretor do estudo (o estudo começou em 1948 e é realizado até hoje), Dr. William Castelli declarou: “Neste estudo, quanto mais gordura saturada, mais colesterol e mais calorias alguém consome, menor é o nível de colesterol no sangue desta pessoa (…) nós descobrimos que as pessoas que consumiam mais colesterol também consumiam mais gordura saturada, mais calorias, pesavam menos e eram mais ativas fisicamente”.
 
A maioria dos médicos nunca ouviu falar sobre estas descobertas porque, basicamente, as organizações médicas como a American Heart Association, agências do governo e a indústria farmacêutica simplesmente ignoram estes acontecimentos. Afinal, receitar medicamentos para reduzir o colesterol é uma indústria que movimenta U$ 25 bilhões por ano.
 
Gordura saturada e doenças cardíacas
 
 
 
 A figura acima mostra uma correlação inversa entre o consumo de carne vermelha e a taxa de doenças cardíacas. Países com o menor consumo de gordura saturada tem as maiores taxas de doenças cardíacas. Georgia, Tadjisquistão, Azerbaijão, Moldávia, Croácia, Macedônia e Ucrânia (quadro de cima na figura) tem um consumo de gordura saturada menor que  7,5% do total de calorias, que é exatamente o recomendado pela USDA, a nossa Pirâmide Alimentar e a American Heart Association. No entanto, as suas taxas de mortalidade por doenças cardíacas é bastante alta. Austria, Finlândia, Bélgica, Islândia, Holanda, Suíça e França (quadro de baixo na figura) tem os maiores níveis de gordura saturada em suas dietas e as menores taxas de doenças cardíacas. A França, que tem o maior consumo de gordura saturada tem a menor taxa de morte por doenças cardíacas dentro destes 14 países.
 
Por que a gordura saturada é boa para nós?
 
A importância biológica da gordura saturada
 
Existe uma razão para que o leite materno tenha 54% de gordura saturada. As membranas celulares precisam de ácidos gordurosos  para funcionar corretamente e se tornarem “à prova d’água”. O coração prefere a gordura saturada de cadeia longa, com 16 átomos de carbono (ácido palmítico) e de 18 carbonos (ácido esteárico) para o obter energia. Os ossos precisam da gordura para assimilar o cálcio efetivamente. Ela protege o fígado dos efeitos adversos do álcool e medicamentos como Tylenol. O sufactante pulmonar é composto inteiramente do ácido plamítico, e quando este é presente em quantidades suficientes, pode prevenir asma e outros distúrbios respiratórios. As gorduras saturadas funcionam como sinalizadores para a produção de hormônios. Ela tem um papel importante no sistema imunológico porque incentivam as glóbulos brancos no sangue a destruírem bactérias invasivas, vírus e fungos e a combaterem tumores. E oa ácidos de cadeia média matam bactérias e o fungo candida. Gorduras saturadas também enviam sinais de saciedade, então você para de comer porque se sente satisfeito, perde gordura e mantém um peso normal. E, o mais importante, comer gordura saturada reduz o consumo de carboidratos e óleos vegetais que prejudicam a sua saúde.
 
Manteiga x Doenças
 
Para finalizar, deixo vocês refletindo sobre o gráfico abaixo. Chega de acreditar na propaganda daquela “margarina amiga do coração”. Chega do combo peito-de-frango-grelhado-e-alface. Traga a picanha, a manteiga, o óleo de coco de volta para a sua vida  e seja magra (ou magro), feliz e saudável!!
 

Linha amarela: consumo de manteiga. Linhas vermelha e rosa: Doenças cardíacas e câncer, respectivamente.

Artigo da Semana: Os segredos sujos da indústria de alimentos processados – parte 1

Começando mais uma nova categoria: Artigo da Semana! Vou traduzir alguns artigos interessantes, facilitando o acesso às boas informações para aqueles que não podem ler em inglês! Quando os artigos forem grandes demais para um post, vou dividir em partes, como estou fazendo com o de hoje. Os comentários entre parênteses e em itálico são meus. Vamos lá!

Esta é uma tradução livre do artigo ” Dirty Secrets of the Food Processing Industry”, da fundação Weston A. Price. O texto original pode ser encontrado aqui.  

Os segredos sujos da indústria de comida processada

Escrito por Sally Fallon, em 26 de dezembro de 2005

Este artigo é baseado em uma apresentação feita na conferência anual de Saúde do Consumidor do Canadá, em março de 2002. Este artigo e suas referências foram atualizadas em março de 2011.

NÓS SEMPRE PROCESSAMOS NOSSA COMIDA. Esta é uma atividade unicamente humana. Nós cozinhamos nossa comida – este é um tipo de processamento – assim como fermentar, moer, embeber, picar e secar. Tudo isso são tipos de processamento da comida.

O processamento tradicional tem duas funções: para tornar a comida mais digerível e para preserva-la para momentos em que não haja comida disponível. Comidas processadas nutritivas incluem lingüiça, salsicha dura e o tradicional pudim de carne e miúdos, assim como derivados de grãos, de leite, pickles – tudo desde vinho e destilados a condimentos lacto-fermentados. Fazendeiros e artesãos – padeiros, fazedores de queijo, fazedores de destilados, moleiros, entre outros – processavam os ingredientes crus para obterem deliciosas comidas que retinham o seu valor nutricional por vários meses ou até anos, e mantinham os seus lucros em suas fazendas e nas comunidades fazendeiras a que pertenciam.

Infelizmente, nos tempos modernos, nós substituímos os fazendeiros locais por fábricas e processamentos industriais, que na verdade diminuem a qualidade das comidas, ao invés de torna-la mais saudável e digerível. O processamento industrial depende de açúcar, farinha branca refinada, gorduras processadas e hidrogenadas, aditivos alimentícios e vitaminas sintéticas, tratamentos de calor e extrusão de grãos.

CEREAIS MATINAIS

Vamos dar uma olhada no processamento envolvido na fabricação do típico café da manhã americano (e de muitos brasileiros também): cereal, leite desnatado e suco de laranja. Os cereais matinais são produzidos por um processo chamado de extrusão. Os grãos são misturados com água, processados para virarem uma pasta e colocados em uma máquina chamada extrusora. Os grãos são forçados por pequenos buracos, a alta temperatura e pressão, criando assim as formas de rosquinha, flocos ou pedacinhos. Cada um dos grãos passa pela expansora na extrusora, para produzir trigo, arroz ou aveia inflados. Esses produtos são então submetidos a sprays que dão uma cobertura de óleo e açúcar para selar o cereal e evitar que ele seja amolecido pelo leite e mantê-lo crocante.

No seu livro Lutando contra os gigantes da comida, o bioquímico Paul Sitt descreve o processo de extrusão, que trata os grãos com temperatura e pressão muito altas, e nota que o processo destrói a maioria dos seus nutrientes. Ele desnaturaliza os ácidos graxos e ainda destrói as vitaminas sintéticas adicionadas ao cereal no final do processo. O aminoácido lisina, um nutriente crucial, é especialmente danificado no processo de extrusão.

Mesmo os cereais de caixinha vendidos nas lojas de alimentos saudáveis são fabricados usando o processo de extrusão. Eles são feitos com o mesmo tipo de máquina e geralmente nas mesmas fábricas. Os únicos avanços que são ditos existir no processo de extrusão são aqueles que vão reduzir custos, não importando o quanto o processo altera os nutrientes do produto.

Com tantas milhões de caixas de cereal vendidas por ano, é de se esperar que estudos sejam publicados mostrando os efeitos destes cereais em animais e em seres humanos. Mas a indústria de cereais matinais é  uma multibiolionária que gerou fortunas para algumas pessoas. Uma caixa de cereal contendo cereais que valem centavos é vendida nas lojas por 6 ou 7 reais – provavelmente não há na Terra algum outro produto com uma margem de lucro tão grande. Estes lucros tem sido pagos por patrocínios jornalísticos e outros lobbys que mantém as pesquisas sobre a extrusão de grãos fora da literatura científica e convencem os orgãos do governo de que não há diferença entre o grão de trigo natural e o grão que tenha sido alterado pelo processo de extrusão.

O EXPERIMENTO COM RATOS

Pesquisas não publicadas indicam que o processo de extrusão transforma a proteína dos grãos em neurotoxinas. Sitt descreve um experimento conduzido em 1942 por uma empresa de cereais, que ficou trancado nos arquivos da empresa, em que quatro grupos de ratos foram alimentados com dietas especiais. Um grupo recebeu grãos integrais de trigo, água e vitaminas e minerais sintéticos.Um segundo grupo recebeu trigo inflado (um cereal passado pela extrusora), água e a mesma solução nutricional. O terceiro grupo recebeu água e açúcar refinado. O quarto grupo recebeu  apenas água e nutrientes sintéticos. Os ratos que receberam os grãos integrais viveram por mais de um ano nesta dieta. Os ratos que se alimentaram de água e vitaminas viveram por dois meses. Os animais que receberam água e açúcar viveram por um mês. O estudo mostra que os ratos que receberam o trigo inflado com vitaminas e água morreram em duas semanas – antes mesmo dos ratos que não receberam nenhuma comida. Os resultados sugerem que há algo muito tóxico nos grãos de trigo inflados! As proteínas são muito similares na sua estrutura molecular a algumas toxinas, e a pressão do processo inflador pode produzir mudanças químicas que transformam um grão nutritivo em uma substância venenosa.

Outro experimento não publicado foi conduzido em 1960. Pesquisadores da Universidade de Michigan em Ann Arbor receberam 18 ratos de laboratório. Estes foram divididos em três grupos, um grupo recebeu cereal de milho e água, o outro grupo recebeu a caixa em que o cereal veio e água e o grupo de controle recebeu comida de rato e água. Os ratos no grupo de controle permaneceram saudáveis durante o experimento. Os ratos que comeram a caixa do cereal ficaram letárgicos e acabaram morrendo de má nutrição. Os ratos que receberam o cereal e água morreram antes dos que comeram a caixa!! (O primeiro rato da caixa morreu no mesmo dia que o último rato do cereal.) Além disso, antes de morrerem, os ratos alimentados por cereal desenvolveram um comportamento estranho, ficaram loucos, morderam uns aos outros e finalmente entraram em convulsão. Uma autópsia revelou uma disfunção no pâncreas, fígado e rins e degeneração dos nervos da espinha, todos sinais de um choque de insulina. A conclusão surpreendente deste estudo é que havia mais nutrientes na caixa de cereal do que no cereal em si. O experimento foi feito como uma brincadeira, mas os resultados não foram nada engraçados.

A maioria dos americanos consome cereais em caixa hoje em dia. Por serem fortificados com vitaminas sintéticas, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos dizem que eles são tão saudáveis quanto os grãos de que são feitos. Muitos destes cereais contém pelo menos 50% das calorias provenientes de açúcar. Aqueles cereais vendidos em lojas de comida saudável podem ser feitos de grãos integrais e conter menos açúcar, mas ainda são feitos pelo processo de extrusão, e podem ser ainda mais nocivos do que os cereais de grãos refinados, pois os integrais contém mais proteína e são essas proteínas que se tornam tóxicas devido ao processo de extrusão.

O PROCESSO DE EXTRUSÃO

Quando colocamos o cereal uma extrusora ela altera a estrutura das proteínas. Zeins, as principais proteínas do milho, são localizadas em organelas esféricas chamadas de corpo da proteína. A literatura científica contém um estudo sobre a extrusão dos grãos, que investigou as mudanças no corpo das proteínas, nas suas formas e na liberação de alpha-zeins encapsuladas como um resultado do processo de extrusão. Os resultados sugerem que as zeins no cereal de milho não ficam confinadas em corpos de proteína rígidos e podem interagir entre si e entre outros componentes do sistema, formando novas aglomerações que são estranhas ao corpo humano. O processo de extrusão destrói as organelas e dispersa as proteínas, que se tornam tóxicas. Quando as proteínas são quebradas desse jeito podem afetar negativamente o sistema nervoso, como indicado pelo estudo.

O BOM E VELHO MINGAU

Existe apenas uma maneira acabar com o negócio destas empresas, que é não comprando seus produtos. Então, o que você vai comer no café da manhã ao invés de cereais? Ovos, de qualquer maneira que você gostar, são sempre uma boa opção. Mas se quiser grãos, o mingau à moda antiga feito a partir de grãos que não passaram pela extrusora fornecem um bom valor nutricional por um bom preço. Grãos como aveia devem ser cortados ou enrolados e depois deixados de molho durante a noite um ácido médio (vinagre) quente, para neutralizar os vários antinutrientes  presentes nos grãos, como enzimas que bloqueiam a digestão e ácido fítico, que bloqueia a absorção de minerais. Este tratamento também pode quebrar proteínas complexas nos grãos. Você deixa o grão de molho em água quente mais uma colher de algum ácido médio, como iogurte, suco de limão ou vinagre. Na manhã seguinte, os seus grãos vão cozinhar em alguns minutos. A melhor maneira de comer seu mingau é com manteiga ou creme do leite, como nossos avós faziam. Os nutrientes da gordura do leite são necessários para a absorção dos nutrientes dos grãos. Sem as vitaminas solúveis em gordura como a vitamina A, D e K2 você não consegue absorver os minerais da sua comida. Além disso, as gorduras da manteiga e do creme de leite desaceleram a liberação de glucose na corrente sanguínea, fazendo com que o açúcar no seu sangue permaneça estável durante a manhã.

Ufa, por hoje é só, semana que vem continuo a acabar com o que você gosta  dar novas informações sobre suco de laranja, leite, sopas industriais e muito mais! 

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