Vídeo: O Mito da Gordura

Olá pessoal! Depois das merecidas férias, estamos de volta! Quero dizer que 2012 será um ano de muitas novidades, pretendo levar o blog ao um outro nível, com muito mais conteúdo e variedade para vocês!! E para inaugurar o primeiro post do ano, hoje temos um vídeo muito interessante.

Neste vídeo, Dr. Weil explica porque o consumo de gorduras é saudável para o ser humano e diz que ao contrário do que muitos pensam, a gordura não engorda e sim emagrece (isso nós já sabemos, né?). Além disso, ele explica que o grande responsável pelo aumento de peso são o açúcar e os carboidratos de alta carga glicêmica. Ele também ressalta a importância do balanço entre Omega 3 e Omega 6, que é totalmente desequilibrado na dieta atual.

Dr. Andrew Weil é um médico americano formado pela Universidade de Harvard, que se estabeleceu no ramo da medicina integral, promovendo a prevenção de doenças ao invés do tratamento e focando na nutrição. É o fundador e diretor do Centro para a Medicina Integral do Arizona.

Para ver o vídeo com as legendas em português que fizemos, é só clicar no CC que aparece abaixo do vídeo.

Beijos!

Artigo da Semana: Os segredos sujos da indústria de alimentos processados – parte 4

Depois de muito tempo, vamos para a última parte do Artigo da Semana.

Para ler as anteriores: parte 1 ,  parte 2 e parte 3. 

GORDURAS E ÓLEOS INDUSTRIALIZADOS

O império dos alimentos processados é construído nas gorduras e óleos industriais, extraídos do milho, grãos de soja e outras sementes. O óleo vegetal cru – que é escuro, pegajoso e fedorento – é submetido a processamentos horrendos para produzir os óleos de cozinha claros como margarina, óleo de soja, etc. Os passos inclusos no processamento são: decruagem, clareamento, desodorização, filtrageme remoção das saturadas para tornar o óleo mais líquido. No processo, os nutrientes e antioxidantes desaparecem, mas não os pesticidas. A maior parte dos processadores também adicionam  solvente de hexano para extrair até a ultima gota de óleo das sementes. O refinamento cáustico, o mais utilizado no refinamento de óleos, envolve o uso de químicos muito alcalinos no óleo.

Para fazer uma gordura sólida do óleo líquido, os produtores submetem o óleo a um processo chamado de hidrogenação parcial. O óleo é extraído por meio de alta temperatura e pressão, e as partículas restantes do óleo são extraídas por meio de solvente de hexano. Os produtores então limpam o óleo usando vapor, o que remove todas as vitaminas e os antioxidantes, mas, é claro, os solvente e os pesticidas permanecem. Estes óleos são misturados com um catalisador de níquel, e então, submetidos a alta temperatura e pressão, são inundados com gás hidrogênio. O que entra no reator é um óleo líquido, o que sai dele é uma massa fedorenta que se parece com um queijo cottage cinza. Emulsificantes são adicionados para suavizar as bolotas que se formam e o óleo é vaporizado novamente, para se livrar do cheiro fedorento. O próximo passo é o clareamento, para eliminar a cor cinza. Neste ponto, o produto pode ser chamado de “óleo vegetal puro”. Para fazer a margarina, sabores artificiais e vitaminas sintéticas são adicionadas. Porém, o governo não permite que a indústria adicione corantes artificiais, eles devem adicionar corantes naturais. A margarina então é embalada e vendida como um produto saudável.

A gordura saturada é o tipo de gordura encontrada na banha de porco, manteiga e óleo de coco. As moléculas de gordura saturada são retas, por isso se agrupam com facilidade. É por isso que a gordura saturada fica dura em temperatura ambiente. A gordura insaturada tem uma pequena curva em cada ligação dupla, com dois átomos de hidrogênio saindo para fora do mesmo lado. E quando esta molécula é incorporada nas suas células, o seu corpo quer que estes dois átomos de hidrogênio estejam do mesmo lado da cadeia de carbono, formando uma nuvem de elétrons; é aí que as interações químicas controladas acontecem.

Durante o processo de hidrogenação parcial, um destes átomos de hidrogênio é movido para o outro lado, fazendo com que a molécula fique reta, comportando-se quimicamente como uma gordura saturada – embora bioquímicamente, ela se comporte muito diferente. A molécula original, insaturada, é chamada de ácido graxo “cis”, pois os dois hidrogênios estão juntos, então ela se transforma em um ácido graxo trans, pois os dois hidrogênios estão em lados opostos (trans significa oposto). O seu corpo não sabe que esta nova molécula é algo que nunca existiu antes na natureza, e quando você come uma destas gorduras trans, ela fica presa dentro da membrana celular. Por causa do rearranjo químico, as reações químicas que deveriam acontecer não podem se realizar. As enzimas e receptores não funcionam mais. Quanto mais gordura trans você consome, mais parcialmente hidrogenadas as suas células se tornam e mais caos você causa no nível celular do seu corpo.

De cima para baixo: gordura saturada, gordura natural monoinsaturada e gordura trans

Todos os tipos de margarina, mesmo as sem gordura trans, são feitas com estes ingredientes prejudiciais. Eles são utilizados em batatinhas e bolachas, e a maioria dos restaurante os utiliza nas frituras. Até o começo da década de 80, os restaurantes fast food cozinhavam suas frituras em gordura animal, que é uma gordura segura, mas agora eles usam gordura parcialmente hidrogenada, como o óleo de soja.

No passado, quando você fazia sobremesa para as crianças, pelo menos o açúcar que estas sobremesas tinham era combinado à manteiga, ovos, creme e nozes – todos alimentos bons e naturais. Hoje, os fabricantes podem imitar a manteiga, ovos, creme e nozes, então tudo o que você tem é o açúcar, óleos industriais e outros ingredientes artificiais nestas sobremesas prontas.

Muitas doenças tem sido associadas ao consumo de gorduras trans – doenças cardíacas, câncer e degeneração de juntas e tendões.  A única razão pela qual nós estamos comendo estas coisas é porque nos disseram que a gordura saturada – manteiga, banha, óleo de coco, óleo de palma – são ruins para nós e causam doenças cardíacas. Estas afirmações não passam de propaganda da indústria.

O PREÇO OCIDENTAL

Weston A. Price descobriu que as populações, ao adotarem os alimentos processados em suas dietas, vem apresentando uma diminuição da sua estrutura facial a cada geração. Rostos saudáveis devem ser fortes. Nós todos fomos devemos ter dentes completos e sem cavidades. Quando você está se alimentando de comidas reais, densas em nutrientes, você tem a perfeita expressão do seu potencial genético. Nós recebemos um planta perfeita. Se o templo corporal será construído de acordo com esta planta depende, em grande quantidade, da sabedoria das nossas escolhas alimentares.

Quando as sociedades primitivas abandonaram as suas dietas tradicionais e começaram a ingerir alimentos processados, a próxima geração desenvolveu uma estrutura facial mais frágil e diversas doenças. Nós sabemos que se continuarmos nesta dieta por três gerações, a reprodução cessa. Este é o preço terrível do ocidente, o preço ocidental. A civilização irá morrer a não ser que se adote o estilo alimentar dos nossos ancestrais. Isso significa virar as costas para os alimentos processados e voltar para a cozinha, para preparar alimentos reais – contendo gorduras saudáveis – para nós e nossas famílias.

A MELHOR MANEIRA DE PREPARAR A COMIDA – COM AMOR

A preparação de comida é na verdade um ritual sagrado: de acordo com o conhecimento esotérico “se uma mulher pudesse ver as partículas de luz que saem de suas mãos quando ela cozinha e a energia que entra no alimento que ela está preparando, ela veria o quanto dela mesma entra na refeição que ela prepara para sua família e amigos. Esta é uma das atividades mais importantes e é pouco compreendido pelas pessoas que os sentimentos que vão na preparação de um alimento afeta a todos que irão comê-lo depois. Esta atividade deve ser feita sem pressa, com paz e felicidade porque a energia que flui naquele alimento impacta na energia daquele que o recebe”.

” É por isso que os líderes espirituais do oriente nunca ingerem alimentos que não sejam preparados por seus discípulos. A pessoa preparando o alimento pode ser a única que é espiritualmente elevada. ”

Para ser saudável, é preciso preparar sua própria comida, para você e sua família. Isso não significa que você precise passar horas na cozinha, mas é necessário sim, passar algum tempo lá, preparando comida com sabedoria e amor. Se ninguém na família tem tempo de cozinhar, você precisa sentar e repensar como está usando o seu tempo, pois este é o único modo de dar alimentos nutritivos aos seus filhos. Nós podemos retornar às boas práticas alimentares uma boca de cada vez, uma refeição de cada vez, preparando nossa própria comida e fazendo-o da maneira correta.

Chegamos ao fim deste artigo, semana que vem trago um novo artigo interessante para vocês!

Este artigo é uma tradução livre, e o original pode ser encontrado em http://www.westonaprice.org/modern-foods/dirty-secrets-of-the-food-processing-industry

Por que temos desejos por açúcar e massas?

Uma historia típica de uma pessoa viciada em açúcar (acredito que mais de 95 % da população em certo grau são viciados) é mais ou menos como essa:

Eu tenho desejos por açúcar até quando não estou com fome. Posso comer uma bela salada com arroz, feijão e carnes e ainda alguns minutos mais tarde eu vou ter desejos por doces. Eu geralmente como alimentos saudáveis (saudáveis dentro da concepção da maioria das pessoas, mas que aqui em nosso blog mostramos evidências de que não são) a maior parte do tempo, mas ainda assim tenho desejo por doces.

Toda minha família e amigos adoram doces e eu tento não comê-los mais. Quando consigo, eu geralmente como algumas barrinhas de cereais e pães com mel ou geléia entre as refeições, o que funciona por um tempo, mas mesmo assim não consigo emagrecer ou emagreço pouco temporariamente.

Minha resposta a este típico hábito bem como o comentário que ouço da maioria das pessoa é: “Não se preocupe, você não tem culpa.” E não tem mesmo! Você apenas foi enganado. Não há nada de errado com isso, todo mundo é ou já foi enganado em alguns momentos de suas vidas. Explicarei em mais detalhes.

Por influência da cultura, nós, brasileiros, nascemos condicionados a pensar que o prato que mais consumimos: arroz e feijão, é o prato mais saudável de todos. Afinal, nós já o consumimos há algumas gerações, assim como outros grãos, dentre os mais famosos, o trigo.

Ao longo dos anos, o interesse da população sobre nutrição e a questão da sustentabilidade dos meios de produção de alimentos tem aumentado consideravelmente.

Informações sobre alimentação na internet vem nos condicionando a valorizar este hábito (coma muito arroz e feijão, pães integrais, frutas, sucos e verduras).

Até comunidades mais controversas e não convencionais, como a comunidade vegetariana no Brasil, vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, junto com o Yôga e o aumento do interesse das classes mais altas quanto a alimentação. Essa tendência tem ganhado muito apoio da mídia nacional e internacional ultimamente. A partir daí o mercado passou a investir nessa tendência, por meio do desenvolvimento de linhas de produtos que se enquadram dentro desse perfil, como produtos como soja, barrinha de cereal, aveia e outros.

Apesar da maior consciência da população quanto a importância da nutrição, o nível de doenças crônicas como obesidade, diabete, artrite e câncer vem crescendo consideravelmente junto com essa tendência.

Temos que manter isso estes fatos em mente e analisar o papel do hormônio insulina para respondermos a pergunta: Por que temos desejos por açúcar e doces??

A resposta para essa pergunta com certeza está relacionada à produção desse hormônio, que é responsável por gerar tantos problemas de saúde, quando produzido em grandes quantidades.

Mas o que isso tem a ver com o açúcar?

Pesquisas feitas com animais de laboratórios, estudos controlados, assim como observações populacionais, tem provado que a insulina é o hormônio de maior importância em relação à obesidade. Quanto maior a produção de insulina, maior é a quantidade de gordura visceral (barriga), acumulada entre o fígado e os órgãos, e maior distribuição desproporcional de gordura no corpo (barriga nos homens, pernas e glúteos nas mulheres).

Sim, mas por que esse hormônio tem a ver com os cereais integrais e o açúcar?

Estes experimentos tem mostrado que quanto mais açúcar, ou grãos (trigo integral, arroz e milho) são dados aos animais maior é a produção de insulina. Aqui está o porquê de termos sido enganados: os grãos, junto com o açúcar, são os principais causadores de obesidade.

Quando consumimos arroz, barrinhas de cereais, pães, macarrão e milho, a quantidade de glicose (açúcar) que entra na corrente sanguínea é muito maior e mais rápida do que de outros alimentos, como os vegetais e as carnes. Há uma diferença muito grande no metabolismo da glicose entre estes alimentos, o suficiente para que com o consumo de grãos ou açúcar a glicose sanguínea seja suficiente para produzir enormes quantidades do hormônio insulina. No entanto, ao consumirmos carnes e vegetais, a glicose entra em nosso sangue tão devagar a ponto de gerar variações mínimas no nível de glicose em nosso sangue e como conseqüência, produzir quantidades mínimas, ou seja, saudáveis, de insulina, o que não irá comprometer a saúde dos órgãos a longo prazo.

A obesidade é uma questão hormonal, causada pela quantidade de insulina que seu corpo produz em resposta a determinados alimentos e não uma questão de quantas calorias estamos consumindo. O conceito de calorias é praticamente inútil para nós, essa teoria foi criada recentemente após a segunda guerra mundial pela Associação Médica dos EUA,  baseada em uma teoria falsa de que quanto mais calorias consumimos mais engordamos. Essa teoria não bate com teorias de cientistas austríacos e de diversos países da Europa, que eram a norma antes da segunda guerra mundial. As autoridades médicas americanas continuam se recusando a aceitar milhares de evidências científicas e observacionais de que a obesidade é causada pela insulina.

Já foi provado cientificamente que a insulina é responsável pelo aumento de gordura corporal, e continuamos a ser instruídos erroneamente por autoridades nutricionais ou médicas, que simplesmente não possuem conhecimento sobre os fatores que geram o acúmulo de gordura, pois seguem recomendações das autoridades americanas (dá para notar o belo trabalho que estão fazendo por lá).

Gostaria de que vocês mantivessem algumas destas informações em mente, porque o sucesso de vocês com a dieta Primal (dieta próxima do que foi consumido durante 99,9% do período de nossa evolução genética como espécie – mais de 2 milhões de anos) depende da compreensão de que a insulina é responsável pelo acúmulo de gorduras em nosso corpo e ela é produzida quando consumimos grãos (arroz, pães, massas e milho) ou açúcar e não quantas calorias de vegetais ou gorduras estamos ingerindo. De fato, como já foi comprovado cientificamente, quanto mais gorduras consumimos (saturadas e monoinsaturadas) maior o potencial para emagrecermos, uma vez que nos sentimos mais saciados e as comemos no lugar desses carboidratos nocivos (grãos).

Diversos estudos observacionais feitos com animais e seres humanos (com populações isoladas que consomem pelo menos 30% da dieta em forma de gorduras), e milhares de depoimentos de quem segue a dieta Primal (veja aqui alguns deles) provam que quanto mais gorduras saturadas principalmente e monoinsaturadas consumimos menor é o nível de gordura corporal.

Nosso objetivo com a dieta Primal é fornecer a vocês leitores cada vez mais informações e referências que comprovam estes fatos e também guiá-los para que alcancem seus objetivos por meio do estilo de vida Primal.

Thanks a lot.

Como seguir a dieta Primal – transição passo a passo

Atendendo aos pedido dos nossos leitores (já viram a enquete aqui do lado? Queremos saber o que vocês querem ler aqui!) estamos postando esse artigo com opções de cardápios e planos de dieta.

De acordo com  nossa experiência, essas são as melhores opções de transição para quem quer ser Primal, perder muita gordura, alcançar saúde e longevidade. Na primeira opção você pode fazer uma transição mais suave, portanto ainda pode comer alguns alimentos “não Primal” (que não estamos geneticamete adaptados a ingerir) na primeira semana da dieta e na segunda opção você passa por uma transição mais repentina, ou seja terá que eliminar no primeiro dia pelo menos 90% dos alimentos “não Primal”. Vejam abaixo as opções de transição e os respectivos cardápios sugeridos. Vale lembrar que é apenas uma sugestão e que as quantidades podem variar de acordo com a sua estrutura física e apetite.

 Opção 1 (transição lenta)

 Café da manhã:

1 fatia de pão de forma integral

2 ovos, ou mais (orgânicos, ou enriquecidos com Omega 3)  – dica: experimente a panqueca de coco

e/ou

1 iogurte integral (100g) com baixo teor de açúcar (menos de 12g), podendo ser batido com meio abacate com uma colher de chá de mel e/ou frutas da sua preferência.

 

Almoço:           

Pelo menos 70% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (Azeite e óleo de coco a vontade).

Troque metade do conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional): 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

 

Lanche da tarde:            

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g) e/ou meio abacate batido com o iogurte ou com sucos naturais.

Dica – creme de abacate com maracujá

e/ou

Frutas, castanhas e nozes  

Proibido barrinha de cereal ou qualquer tipo de grãos.

 

Jantar:     

Pelo menos 70% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (Azeite e óleo de coco a vontade).

Troque metade do conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

Meia taça de vinho tinto (opcional)

Nota: O consumo de carnes, queijo, ovos e vegetais não é restrito, ou seja pode ser consumido à vontade. Evite beber qualquer suco de frutas. Proibido o consumo de açúcar. O consumo de batata branca tem que ser limitado (menos de 1 por dia). Tubérculos como mandioquinha, mandioca, abóbora,  batata doce e inhame podem ser consumidos moderadamente (menos de 200g por dia).

 

Opção 2 (transição rápida)

Café da manhã

2 ovos, ou mais (orgânicos, ou enriquecidos com Omega 3)

e/ou

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g), podendo ser batido com meio abacate com uma colher de chá de mel.

Proibido pães, ou qualquer tipo de grão.

 

 Almoço:          

Pelo menos 90% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (azeite e óleo de coco a vontade).

Elimine todo conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Feijão, lentilha ou grão de bico devem ser consumidos moderadamente.

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

 

Lanche da tarde:            

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g) e/ou meio abacate batido com o iogurte ou com sucos naturais.

Dica – creme de abacate com maracujá

e/ou

Frutas, castanhas e nozes  

Proibido barrinha de cereal ou qualquer tipo de grãos

 

Jantar:     

Pelo menos 90% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (azeite e óleo de coco a vontade).

Elimine todo conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Feijão, lentilha ou grão de bico devem ser consumidos moderadamente.

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

Meia taça de vinho tinto (opcional)

 

Nota: O consumo de carnes, queijo, ovos e vegetais não é restrito, ou seja pode ser consumido à vontade. Evite beber qualquer suco de frutas. Proibido o consumo de açúcar. O consumo de batata branca tem que ser limitado (menos de 1 por dia). Tubérculos como mandioquinha, mandioca, abóbora,  batata doce e inhame podem ser consumidos moderadamente (menos de 200g por dia).

Se você optou pela opção 1, vá diminuindo gradualmente a quantidade de grãos ingeridos, até chegar a opção 2.

Após ter feito duas semanas de transição na opção 2, siga a curva de carboidratos Primal ideal para o seu objetivo.

Bom apetite!

Quanta carne nossos ancestrais comiam?

 Hoje vamos falar sobre a alimentação dos nossos ancestrais! O estudo feito pelo Dr. Loren Cordain, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, contribuiu para a construção de um Atlas Etnográfico sobre as sociedades caçadoras-coletoras e seu respectivo consumo de fontes de alimento animal versus fontes vegetais. Em média, dentre as 229 sociedades tradicionais pesquisadas, a dieta consiste de 55% a 65% de fontes derivadas de animais vs. 25% a 35% de fontes vegetais. Mais de 73% da dieta das sociedades tradicionais consiste em mais de 50% de fontes de alimentos animal, enquanto menos de 14% das sociedades tradicionais consomem menos de 50% de sua dieta de fontes animais.
 
Baseando-se na porcentagem de subsistência de alimentos de fonte animal vs. fonte vegetal foi possível estimar o conteúdo de ingestão de macronutrientes dessas dietas. Uma típica dieta tradicional consiste em um consumo de proteína em torno de 19% a 35% do total de energia consumida (calorias), sendo que o resto consiste principalmente em gordura (aproximadamente 50%) seguido de carboidratos (aproximadamente 25%). Nossa dieta ancestral, portanto, é classificada como além dos padrões da FDA (Food and Drug Administration – órgão que estabelece a quantidade diária recomendada de alimentos). Neste blog questionamos a validade sua recomendação e apoiamos o argumento de que uma dieta baixa em níveis de proteína e alta em carboidratos para a maioria das pessoas é nociva e tem implicações sérias para a saúde delas.
 
A dieta atual da maioria dos países ocidentais não corresponde a dieta dos nossos ancestrais dentro do contexto evolucionário, o qual tem moldado nossos genes a mais de 2 milhões de anos. Como resultado de inúmeras pesquisas antropológicas e epistemológicas(como esta) é possível concluir que quando o consumo de proteína é reestabelecido para o nível ao qual estamos geneticamente adaptados, a saúde em geral é reestabelecida, pois assim também reestabeleceríamos a proporção de gorduras em nossa dieta. Não obstante, quando o nível de proteína está além da faixa de 19% a 35% (o que é bem difícil para a maioria das pessoas, sendo que seria necessário consumir somente carnes magras o dia todo) ocorre o que é chamado “rabbit starvation”, quando morremos de fome devido à intoxicação por excesso de proteína em nossa dieta, como a própria expressão sugere (Morte por se alimentar somente de coelhos).
 
Tabela 1. Proporções de alimentos de fontes animais e vegetais da amostra de populações estudadas

 
Agora, alguns de vocês podem estar questionando se o fato de nossos ancestrais consumirem mais de 50% de alimentos de fonte animal é saudável. E a resposta para essa pergunta será explorada mais adiante em nossos próximos posts, onde traremos evidências  de que de fato somos mais saudáveis se consumirmos mais carnes, e por carnes eu quero dizer todas, principalmente as vermelhas e com maior teor de gorduras.
 
Hoje desejo à vocês uma bela carne suculenta para o almoço!
 
Somos brasileiros e ainda podemos gozar de prazeres saudáveis que somente encontramos aqui. Por exemplo, aquela belezinha que geralmente comemos no final de semana,em forma de churrasco… adivinha?!
 
Abraços.

Referências
 

  • Zhu RX, Potts R, Xie F. Hoffman KA, Deng CL, Shi CD, Pan YX, Wang HQ, Shi, RP, Wang YC, Shi GH, Wu NQ. New evidence on the
    earliest human presence at high northern latitudes in northeast Asia. Nature 2004; 431: 559–562.
  •  Leonard W.R, Robertson ML. Evolutionary perspectives on human nutrition: The influence of brain and body size on diet and
    metabolism. Am J Hum Biol 1994; 6: 77–88.
  • Pawlosky R., Barnes A., Salem, N. Essential fatty acid metabolism in the feline: Relationship between liver and brain production of long-chain polyunsaturated fatty acids. J Lipid Res 1994;35: 2032–2040.
  • Hussein N, Ah-Sing E, Wilkinson P, Leach C, Griffin BA, Millward DJ. Long-chain conversion of [13C] linoleic acid and alpha-linolenic acid in response to marked changes in their dietary intake in men. J Lipid Res. 2005 Feb;46(2):269-80.
  • Sturman JA, Hepner GW, Hofmann AF, Thomas PJ. Metabolism of [35S] taurine in man. J Nutr. 1975 Sep;105(9):1206-14.
  • Chesney RW, Helms RA, Christensen M, Budreau AM, Han X, Sturman JA. The role of taurine in infant nutrition. Adv Exp Med Biol.1998;442:463-76. 
  • Knopf K, Sturman JA, Armstrong M, Hayes KC. 1978. Taurine: An essential nutrient for the cat. J Nutr 1978;108: 773–778.
  • MacDonald ML, Rogers QR, Morris JG. Nutrition of the domestic cat, a mammalian carnivore. Annu Rev Nutr 1984; 4: 521–562.

Caçadores – Coletores: Esquimós

 Esquimós gozavam de perfeita saúde e vigor físico

Os esquimós são grupos de uma tribo indígena que ocupam regiões árticas do Alaska, Canadá e Groelândia. Eles são um dos exemplos de saúde e qualidade de vida entre outras tribos tradicionais (caçadores-coletores) que consomem praticamente só carnes, sendo a maior parte provenientes de diversos mamíferos, como ursos, aves, leões marinhos e focas. São um exemplo perfeito de adaptabilidade do ser humano à climas extremos, que implica em frio e falta de vegetação. Seu estilo de vida único nos oferece muitas informações a respeito dos limites do nicho humano. Muitos pesquisadores, entre eles Weston Price, estiveram fascinados pela excelente saúde gozada por eles, pois exibiam uma arcada dental excelente sem indícios de cáries, vigor físico e alegria. Segue um trecho da Nutritional and Phisical Degeneration: “ Em seu estado primitivo eles eram um exemplo de excelência física e perfeição dental, de forma que dificilmente foi visto por outras raças no passado. Estamos também profundamente interessados em saber a fórmula de sua nutrição para que assim possamos aprender o segredos que irão não somente ajudar o infeliz homem moderno, conhecido como raça civilizada, mas também irão nos fornecer meios para os ajudar a se preservarem”.

 Os esquimós consumiam em média 75% de sua dieta como gordura, aproximadamente 25% proteína e 0% de carboidratos. Consumiam a parte mais gorda do animal, sendo assim o perfil da gordura consumida por eles era em torno de 35% a 40% saturada, 50% a 55% monoinsaturada e 10% polinsaturada (a maioria vinda de ácidos graxos DHA, EPA Omega 3). Assim como todas as culturas tradicionais (caçadores-coletores) a taxa de Omega 6 para Omega 3 é excelente (saiba mais sobre estas proporções neste post aqui), já que consumiam muitos peixes de água fria, os quais possuem uma relação Omega 6: Omega 3 em torno de 1:18, além de consumirem animais selvagens os quais possuem proporção ideal 2:1. As crianças são amamentadas até os 3 anos de idade e comem alimentos sólidos (carnes) desde o nascimento. Como a maioria dos sociedades tradicionais não há nenhum sinal de doenças crônicas e degenerativas entre eles, como por exemplo doenças cardíacas, câncer e Alzheimer, que representam pelo menos 90% das doenças acometidas pelas sociedades ocidentais. Eram fisicamente robustos e ativos, não há sinal de obesidade como em qualquer cultura tradicional, ao invés disso, eles são magros e definidos, apesar do rosto redondo e aparência corpulenta causada pelo uso de roupas de lã. Longevidade extrema é bem conhecida entre eles, apesar de não contarem suas idades.

Um dos principais contra argumentos a respeito de seu vigor físico, apesar do alto consumo de gorduras, é de que eles precisam consumir muita energia (calorias), pois seus corpos gastam muito mais energia do que povos que vivem em outros climas para se manterem aquecidos. Este argumento é facilmente desmistificado pelas evidências de inúmeras tribos que consomem mais de 70% de calorias vindas de animais e gorduras.

Muitos americanos e europeus no começo do século 20  ficaram intrigados com a possibilidade do homem ocidental conseguir viver uma vida saudável apenas consumindo carnes e nenhum vegetal, então mandaram exploradores  para viver 1 ano entre os Esquimós. Para o espanto dos médicos da época, eles se mantiveram saudáveis por todo período e não mostraram nenhum sinal de deficiência alimentar, muito pelo contrário, segundo seus relatos nunca se sentiram tão bem e saudáveis, emagreceram ao ponto de ficarem esbeltos e fortes e inclusive mostraram vontade de continuar seguindo a dieta.

Segundo o relato de um deles sobre a vida cotidiana entre os Esquimós: “Suas esposas são confiáveis e queridas pelos maridos, os filhos não mostram nenhum sinal de desobediência e desrespeito, nenhum sinal de petulância, atrevimento ou arrogância por parte deles, além da punição corporal ser raramente permitida”. Infelizmente, hoje em dia muitas tribos Esquimós já foram afetadas por hábitos de vida ocidentais e por isso já estão sofrendo as conseqüências como cáries, diabetes e câncer, como relatam vários historiadores. Isto tem sido relacionado ao consumo de óleos vegetais (fritura), farinha de trigo e açúcar.

Conclui-se que as evidências sobre os Esquimós e outras tribos tem muito o que nos ensinar. Esta é minha opinião sobre o assunto: seres humanos ou algumas outras espécies são capazes de sobreviver à climas extremos. Seres humanos em geral (como demonstrado por outras tribos) são capazes de viver de forma saudável sem incidência de doenças seja câncer, diabete ou cáries consumindo apenas carnes que tenham em torno de 65% a 70% de gorduras, pelo menos.

A verdade sobre os Esquimós e outras tribos é chocante para maioria das pessoas que seguem a dieta recomenda pela FDA (Food and Drug Administration) sem mesmo saberem o quê estão seguindo.

Mais sobre os Esquimós e outras culturas tradicionais nos próximos posts. Aguardem!

Se delicie com a gordura saturada, ela é boa para você (parte 2)

Na primeira parte deste post, vocês viram como foi criado o mito da gordura saturada e porque ela foi considerada prejudicial à saúde. Agora vamos mostrar as evidências que provam o contrário!
 
O estudo de Keys
 
No estudo dos 6 países realizado por Ancel Keys, os dados disponíveis dos outros 16 países foram ignorados, para que o a correlação que ele desejava obter fosse alcançada. Se ele tivesse escolhido outros 6 países, como apresentado nos quadros abaixo (tanto da esquerda como da direita) ele poderia ter demonstrado que quanto maior o percentual de gordura na dieta, menor o número de mortes por doenças cardíacas.
 

Observe os quadros da parte de baixo da figura. Keys não foi honesto em seus estudos...

 
Povos com o menor risco de doenças cardíacas – Massai, Inuit, Rendille e Tokelau
 
Massai – a dieta da tribo Massai, que vive no Quênia e nodeste da Tanzânia, consiste em carne, leite e sangue de gado, num total de 66% de gordura.
 
Inuit – os Inuit, esquimós do ártico, se alimentam basicamente de carne e gordura de baleia, que tem 75% de gordura e eles vivem vidas longas, livres de doenças cardíacas e câncer.
 
Rendille – a tribo Rendille, que vive no deserto de Kaisut, no nordeste do Quênia, se alimenta de leite e carne de camelo, e uma mistura de leite e sangue de camelo, conhecida como “banjo”. A dieta deles tem 63% de gordura.
 
Tokelau – eles vivem em três ilhas na Nova Zelândia e se alimentam basicamente de peixe e coco, com 60% de gordura.
 
(Ainda vamos falar mais sobre estas tribos aqui no blog, aguardem!)
 
 Além destas tribos, qualquer bebê alimentado com leite materno em qualquer país do mundo tem uma dieta alta em gordura saturada. O leite materno possui 54% de gordura saturada.
 
A dieta dos caçadores – coletores
  • consumiam grandes quantidades de alimentos de origem animal
  •  preferiam as partes mais gordurosas do animal (orgãos, lingua, cérebro e medula óssea)
  • pouca quantidade de carboidratos presentes nas plantas (sementes, nozes, tubérculos, raízes, frutas – nada de açúcares, grãos e leguminosas)
 Estas informações foram obtidas em um estudo realizado pelo Dr. Loren Cordain, publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Este estudo é considerado como a maior e mais completa análise já feita sobre a dieta paleolítica dos caçadores-coletores. Os antropólogos avaliaram as dietas de 229 populações caçadoras-coletoras, que sobreviveram até o século 20 e que podem ser vistas como substitutas aos nossos ancestrais paleolíticos da idade da pedra.
 
Estes caçadores-coletores dos tempos modernos, quando conseguiam ter acesso, consumiam altas quantidades de alimentos de origem animal, que compunham de 85 a 100% da sua ingestão de calorias, como no caso dos Massai, Inuit e Rendille. Eles consumiam quase toda a carne animal, incluindo os orgãos, língua, medula óssea e cérebro. Outros animais carnívoros fazem a mesma coisa. Os leões, por exemplo, comem os orgãos e a gordura de suas presas, deixando a carne magra e musculosa para trás.
Já que os caçadores-coletores não praticavam a agricultura, eles não tinham milho, arroz ou trigo para se alimentarem. Eles só obtinham uma pequena quantidade de carboidratos por meio de plantas selvagens, sementes, nozes, raízes, tubérculos e frutas.
 

Café da manhã primal

 
A dieta humana ao longo da história
 
A era paleolítica ou idade da pedra, durou 2,5 milhões de anos, começando com o nosso ancestral humano Homo hablis e progredindo por várias espécies, até chegar à nossa, Homo sapiens, que existe há cerca de 200.000 anos.  
A era da agricultura começou há aproximadamente 10.000 anos atrás e, durante este tempo, por 500 gerações, o consumo de carboidratos foi aumento gradualmente. Mesmo assim, no começo da revolução industrial, há 250 anos atrás, o consumo de açúcar ainda era 1/50 do que é hoje. Agora nós estamos consumindo uma quantidade enorme de carboidratos em grãos, derivados do leite, bebidas, açúcares refinados, balas e outros doces, isso tudo junto com óleos vegetais processados e molhos prontos que não existiam na nossa dieta durante 99,9% da nossa história como seres humanos. Durante este período, o genoma humano se tornou adaptado a seguir uma dieta com altas quantidades de gordura e pequenas quantidades de carboidratos. Ainda assim, as autoridades atuais sobre saúde nos dizem para fazer o oposto e seguir uma dieta pobre em gorduras e rica em carboidratos. Não é à toa que as taxas de obesidade crescem tanto.
 
Framingham Study
 
Impossível não comentar sobre as envidências encontradas no maior estudo já realizado com o intuito de descobrir as causas de doenças cardíacas (já falei sobre ele aqui). Em 1987, os pesquisadores do Framingham Study publicaram estas duas conclusões no renomado Journal of the American Medical Association: 1) Acima de 50 anos, não há aumento na taxa de mortalidade por doenças cardíacas tanto em pessoas com alto teor de colesterol no sangue, quanto em pessoas com baixo teor de colesterol no sangue; 2) Em pessoas com um nível de colesterol decrescente, para cada 1% de queda no colesterol houve um aumento de 11% na taxa de mortalidade para os próximos 18 anos.
Depois, em 1992, nos Archives of Internal Medicine, o terceiro diretor do estudo (o estudo começou em 1948 e é realizado até hoje), Dr. William Castelli declarou: “Neste estudo, quanto mais gordura saturada, mais colesterol e mais calorias alguém consome, menor é o nível de colesterol no sangue desta pessoa (…) nós descobrimos que as pessoas que consumiam mais colesterol também consumiam mais gordura saturada, mais calorias, pesavam menos e eram mais ativas fisicamente”.
 
A maioria dos médicos nunca ouviu falar sobre estas descobertas porque, basicamente, as organizações médicas como a American Heart Association, agências do governo e a indústria farmacêutica simplesmente ignoram estes acontecimentos. Afinal, receitar medicamentos para reduzir o colesterol é uma indústria que movimenta U$ 25 bilhões por ano.
 
Gordura saturada e doenças cardíacas
 
 
 
 A figura acima mostra uma correlação inversa entre o consumo de carne vermelha e a taxa de doenças cardíacas. Países com o menor consumo de gordura saturada tem as maiores taxas de doenças cardíacas. Georgia, Tadjisquistão, Azerbaijão, Moldávia, Croácia, Macedônia e Ucrânia (quadro de cima na figura) tem um consumo de gordura saturada menor que  7,5% do total de calorias, que é exatamente o recomendado pela USDA, a nossa Pirâmide Alimentar e a American Heart Association. No entanto, as suas taxas de mortalidade por doenças cardíacas é bastante alta. Austria, Finlândia, Bélgica, Islândia, Holanda, Suíça e França (quadro de baixo na figura) tem os maiores níveis de gordura saturada em suas dietas e as menores taxas de doenças cardíacas. A França, que tem o maior consumo de gordura saturada tem a menor taxa de morte por doenças cardíacas dentro destes 14 países.
 
Por que a gordura saturada é boa para nós?
 
A importância biológica da gordura saturada
 
Existe uma razão para que o leite materno tenha 54% de gordura saturada. As membranas celulares precisam de ácidos gordurosos  para funcionar corretamente e se tornarem “à prova d’água”. O coração prefere a gordura saturada de cadeia longa, com 16 átomos de carbono (ácido palmítico) e de 18 carbonos (ácido esteárico) para o obter energia. Os ossos precisam da gordura para assimilar o cálcio efetivamente. Ela protege o fígado dos efeitos adversos do álcool e medicamentos como Tylenol. O sufactante pulmonar é composto inteiramente do ácido plamítico, e quando este é presente em quantidades suficientes, pode prevenir asma e outros distúrbios respiratórios. As gorduras saturadas funcionam como sinalizadores para a produção de hormônios. Ela tem um papel importante no sistema imunológico porque incentivam as glóbulos brancos no sangue a destruírem bactérias invasivas, vírus e fungos e a combaterem tumores. E oa ácidos de cadeia média matam bactérias e o fungo candida. Gorduras saturadas também enviam sinais de saciedade, então você para de comer porque se sente satisfeito, perde gordura e mantém um peso normal. E, o mais importante, comer gordura saturada reduz o consumo de carboidratos e óleos vegetais que prejudicam a sua saúde.
 
Manteiga x Doenças
 
Para finalizar, deixo vocês refletindo sobre o gráfico abaixo. Chega de acreditar na propaganda daquela “margarina amiga do coração”. Chega do combo peito-de-frango-grelhado-e-alface. Traga a picanha, a manteiga, o óleo de coco de volta para a sua vida  e seja magra (ou magro), feliz e saudável!!
 

Linha amarela: consumo de manteiga. Linhas vermelha e rosa: Doenças cardíacas e câncer, respectivamente.

Se delicie com a gordura saturada, ela é boa para você! (parte 1)

Sim, você leu certo. Eu disse neste post que ia começar a dar detalhes sobre a alimentação Primal, e decidi começar com um dos temas mais importantes e também mais polêmicos. Isso porque, nos últimos anos, a gordura (em especial a saturada) tem sido apontada como o vilão para a sua saúde e para a sua dieta. Se você já leu alguns dos meus posts aqui no primal brasil, já sabe que nada disso é fundamentado. Mas hoje vamos saber um pouco mais porque a gordura é tão essencial para nós.

Primeiro, vamos começar classificando os tipos de gordura:

Gordura Saturada

É classificada desta maneira por não possuir ligação dupla nos átomos de carbono de sua composição química, saturando, assim, os ácidos graxos (gordos) com átomos de hidrogênio. Ela ocorre de forma natural nos animais.

Presente na gordura animal, carne, ovos, manteiga e queijos. Também encontrada no óleo de coco e óleo de palma.

 Gordura Monoinsaturada

São ácidos graxos com uma ligação dupla entre carbonos em suas moléculas.

Presente no azeite de oliva e abacate.

 Gordura Poliinsaturada

É um ácido graxo com mais de duas ligações duplas entre carbonos nas suas moléculas. Os ácidos graxos ômega 6 são ácidos carboxílicos poliinsaturados, em que a dupla ligação está no sexto carbono a partir da extremidade, nos ácidos ômega 3, a dupla ligação está no terceiro carbono.

Omega 6: óleos vegetais (óleo de soja, de milho, de canola, de girassol) e amendoim.

Omega 3: óleo de peixe e peixes de água fria.

  Gordura Trans

Os átomos de hidrogênio ficam em lados opostos da cadeia, ao contrário das outras gorduras

São considerados especiais devido à sua conformação estrutural. Nos ácidos graxos cis, que é como geralmente são encontrados os ácidos graxos na natureza, as cadeias de carbono vizinhas à dupla ligação encontram-se do mesmo lado e nos ácidos graxos trans as cadeias se encontram alinhadas.

Presente na margarina, produtos industrializados, salgadinhos e bolachas recheadas.

Muito bem, agora que você já conhece melhor os tipos de gordura existentes, resta saber qual o impacto de tudo isso na sua vida. Por que algumas gorduras são consideradas boas e outras más? Qual a verdade sobre esse assunto? Vamos começar com um pouco de história…

Há cem anos atrás, menos de 1% da população americana era obesa e doenças cardíacas eram desconhecidas. As principais causas de morte eram pneumonia, diarréia e tuberculose. Hoje, as duas causas de morte mais comuns são doenças cardíacas e câncer, responsáveis por 75% das mortes no país.

1911 – Procter & Gamble lança no mercado o Crisco, um produto derivado de semente de algodão, sendo o primeiro produto com gordura trans a ser comercializado. A empresa começou a promover este novo produto e a partir de então, os óleos vegetais foram gradualmente substituindo a manteiga e banha de porco (gordura saturada) no dia a dia das pessoas.

1913 – um fisiologista russo começa a alimentar coelhos com alimentos com alta dose de colesterol, causando aterosclerose nos pequenos animais. (Claro, coelhos são vegetarianos e não tem capacidade para digerir gordura animal, ao contrário dos homo sapiens aqui. Malditos russos!) É lançado o mito do colesterol.

1953 – Ancel Keys publica o famoso estudo dos seis países, que correlaciona as mortes de doenças cardíacas com a porcentagem de gordura na dieta. Como eu já disse aqui, dos 22 países com dados disponíveis, Ancel selecionou apenas os 6 que mostrariam os resultados que ele queria.

O estudo de Keys com os 6 países que ele selecionou

1977 – O Comitê de Nutrição e Necessidades Humanas dos EUA lança o “McGovern Report” onde estabelece “metas de alimentação para os Estados Unidos”, com o objetivo de reduzir o consumo de gordura e evitar alimentos com alto índice de colesterol. Essas metas se tornaram a política oficial do governo.
 
 1984 – O Centro de Ciências para o Interesse Público, que defende os interesses do consumidor, forçou as redes de fast-food a pararem de cozinhar com gorduras animais e óleos tropicais (gordura saturada). Na época, o  McDonald’s fritava suas batatas com a gordura da carne e óleo de palma, por isso as batatas eram tão saborosas.  Mas depois do ataque do Centro de Ciências, o McDonald’s e outras redes foram obrigadas a adotarem as gorduras parcialmente hidrogenadas e óleos vegetais com gordura trans.
 
1992 – O departamento de agricultura dos EUA publica a Pirâmide Alimentar. A pirâmide reúne os alimentos em seções, e traz a mensagem de que gorduras fazem mal e que carboidratos são saudáveis. Por isso, as porções de carboidratos são as maiores (de 6 a 11) e a de proteínas (2 a 3) e gorduras (usar moderadamente) são limitadas.
1980 a 2011 – desde 1980 até hoje, o departamento de agricultura e o departamento de saúde e serviços humanos dos EUA publicam a cada 5 anos, uma atualização do Guia de Alimentação para Americanos. O mais recente, publicado em dezembro de 2010, recomenda reduzir a ingestão de gordura saturada para 7% do total de calorias, reduzindo 3% desde a última recomendação.
 
Como vocês puderam ver, a demonização da gordura foi resultado da manipulação de alguns estudos, conclusões tendenciosas de outros e artimanhas das grandes empresas para vender seus produtos. No próximo post, vamos olhar com atenção para algumas evidências que mostram exatamente o oposto do que tem sido falado ultimamente.

Na Cozinha: Creme de abacate com maracujá

Mais uma nova categoria aqui no blog, desta vez sobre uma coisa que eu adoro: cozinhar!! E para começar com o pé direito, vou compartilhar com vocês uma receita que eu AMO e que faço quase todos os dias, o creme de abacate com maracujá!

Devo confessar que eu não gostava de abacate até conhecer essa receita, que mudou de vez minha opinião! O abacate é uma fruta muito saudável, rico em gorduras monoinsaturadas e ácido oleico, que aumentam o nível de HDL no seu sangue. Além disso, por ser rico em gordura o abacate dá a sensação de saciedade e evita que você fique beliscando porcarias por aí. Ótimo para fazer durante a tarde! Bom, vamos aos ingredientes:

 

 

 

 

 

1 abacate do tipo avocado (é o meu preferido, mais docinho e saboroso! Mas dá pra fazer com o abacate manteiga também)

250 ml de suco natural de maracujá (nada de suco de caixinha hein!)

1 col. de sopa de mel

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador e sirva!

É isso!!

Rápido, fácil, gostoso e saudável!

20110920-072251.jpg

No Carrinho: Óleo de Coco

Eba! Inaugurando uma nova seção aqui no blog, a “No Carrinho”, onde vou falar sobre alimentos e produtos Primal, e principalmente, onde encontrá-los aqui no Brasil! As terras tupiniquins não são as mais adeptas à alimentação Primal, e muitas vezes pode ser difícil encontrar alguns produtos, mas, por sorte, nossa dieta busca ser o mais natural possível e na falta de alguns produtos prontos, podemos simplesmente fazê-los!

E para inaugurar a categoria, vou começar com o queridinho Primal: o Óleo de Coco!

O óleo de coco possui 92% de gordura saturada, o que o torna um ótimo combustível para o seu corpo. Além do sabor delicioso, ele tem inúmeras vantagens:

  • Possui um tipo específico de gordura saturada, chamada de Triglicerídeo de Cadeia Média, que diferentemente de outras gorduras, não precisa de ácido biliar para ser digerida, o que significa que é absorvida mais rápido pelo intestino;
  • Está associado ao controle de insulina e açúcar no sangue, consequentemente prevenindo e administrando melhor a diabete.
  • É rico em ácido láurico, um ácido graxo encontrado no leite materno, que tem propriedades antifungos, antibactericida e antiviral!
  • É menos sensível ao calor do que os outros óleos, e não oxida tão fácil, por isso, é ótimo para usar em frituras ou para untar frigideiras e etc.
  • Composição: 4g de gorduras saturadas, 0,3g de gorduras monoinsaturadas e menos de 0,1g de gorduras poliinsaturadas.

Mas… o que eu faço com o óleo de coco?

Bom, ele é um óleo, então como disse acima, pode ser usado para fritar, untar panelas e frigideiras ou em receitas que normalmente se usaria manteiga ou óleos vegetais (argh!!).  Você pode consumi-lo puro também! Além disso, eu gosto de adicioná-lo a smoothies, fica uma delícia!!

E onde eu encontro esta maravilha?

   Eu costumo comprar o meu na Monama, da marca FinoCoco,  o potinho de 500g sai por R$ 32,20 + o frete para a sua cidade, e dura bastante! E o custo-benefício é melhor do que o pote de 300g! Ah, este óleo de coco é orgânico, é importante ressaltar que nenhum químico foi utilizado em seu processo de produção.

  Também já vi pra vender da mesma marca nas lojas Mundo Verde aqui de São Paulo, e a vantagem é que eles tem lojas em vários estados do país, então fica fácil de achar!

  Enquanto escrevia este post descobri que a própria marca vende online, com frete grátis para todo o Brasil! Não é demais? http://www.finococo.com/index.php

Gostaram??  Tá esperando o quê? Se jogue no óleo de coco!!

%d blogueiros gostam disto: