Programa Primal de Verão – Dia 12

Queridos leitores e leitoras,

estou super atrasada com alguns dias do programa, mas prometo que vou tentar atualizar tudo hoje ok? Mesmo que os dias já tenham passado, acho importante deixar registrado, para quem quiser seguir o programa em um outro momento…

Bom, hoje é segunda e nada melhor do que começar a semana com uma comidinha simples e caseira. Por isso, sugestão de hoje é:

Picadinho de carne com legumes

 Ingredientes:

– 4 dentes de alho amassados
– 3 colheres(sopa) de manteiga
– 800 g de coxão mole cortado em cubos médios
– 2 cebolas picadas
– 3 e 1/2 xícara(chá) de água
– 2 batatas cortadas em cubos grandes
– 1/2 xícara(chá) de vagem cortada
– 1 xícara(chá) de abóbora cortada em cubos grandes
– 1 xícara (chá) de cenouras em rodelas
– brócolis com os ramos grossos
– sal e pimenta a gosto
– cheiro verde(salsinha e cebolinha) à vontade

Modo de Preparo:

Frite rapidamente o alho na manteiga, acrescente a carne e deixe dourar ligeiramente. Depois, junte a cebola, tempere com sale pimenta e refogue, mexendo de vez quando, por 10 minutos. Junte 2 xícaras da água e cozinhe, em fogo moderado por 20 minutos. Adicione a bataba, a abóbora, a cenoura, a vagem, adicione o restante da água e deixe cozinhar até que os legumes fiquem macios, sem desmanchar, adicione o brócolis e deixe mais uns 5 minutos, se necessário durante o cozimento adicione mais água. Salpique cheiro verde à vontade e sirva com arroz e feijão, ou simplesmente com arroz branco e uma salada.

Gostaram??

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Na Cozinha: Escalopes à italiana

Eu sei que as receitas são um pedido constante aqui no blog, e por isso vou me esforçar para atualizar esta seção semanalmente, ok? E para compensar a ausência, essa semana vou postar duas receitas!!

Esta receita é bem simples, mas muito saborosa, boa para dar um toque especial ao seu almoço ou jantar do dia a dia.

Escalopes à italiana

*serve 4 pessoas

Ingredientes

5 col. sopa de manteiga

4 escalopes de filé mignon (pode usar maminha, também fica bom)

1 cebola,cortada em 8

2 dentes de alho, amassados

4 batatas grandes, cortadas em cubos

1 lata de tomates pelados (eu uso esta aqui)

150 ml de vinho tinto

300 ml de caldo de carne

4 tomates, sem pele e sem sementes, cortados em cubos

2 col. sopa de manjericão picado

25g de azeitonas pretas, sem caroço

sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

1) Aqueça a manteiga numa frigideira grande, em fogo médio, junte as batatas em cubos e cozinhe durante 5-7 minutos, mexendo frequentemente até que elas fiquem douradas. Retire as batatas da frigideira e reserve.

2) Coloque os escalopes numa frigideira e deixe cozinhar durante 2-3 minutos de cada lado, até selar a carne. Retire da frigideira e reserve.

3) Em uma panela, junte as cebolas e o alho e salteie durante cerca de 2-3 minutos. Junte os tomates pelados e cozinhe durante 1 min, mexendo. Gradualmente, vá juntando o vinho e o caldo de carne, mexendo constantemente para fazer um molho suave.

4) Ponha de volta a carne e as batatas na panela, junte os tomates, as azeitonas e o manjericão picado e tempere a gosto com sal e pimenta.

5) Transfira para uma caçarola grande, ou uma assadeira alta coberta com papel alumínio, e leve ao forno previamente aquecido à 180°C, durante cerca de 1h ou até que as batatas e a carne estejam bem cozidas.

Deve ficar algo mais ou menos assim.

6) Transfira para 4 pratos previamente aquecidos, guarneça com manjericão e sirva!

Gostaram?? Fica parecendo um prato de bacalhau.. Deixem comentários!

beijos

Como seguir a dieta Primal – transição passo a passo

Atendendo aos pedido dos nossos leitores (já viram a enquete aqui do lado? Queremos saber o que vocês querem ler aqui!) estamos postando esse artigo com opções de cardápios e planos de dieta.

De acordo com  nossa experiência, essas são as melhores opções de transição para quem quer ser Primal, perder muita gordura, alcançar saúde e longevidade. Na primeira opção você pode fazer uma transição mais suave, portanto ainda pode comer alguns alimentos “não Primal” (que não estamos geneticamete adaptados a ingerir) na primeira semana da dieta e na segunda opção você passa por uma transição mais repentina, ou seja terá que eliminar no primeiro dia pelo menos 90% dos alimentos “não Primal”. Vejam abaixo as opções de transição e os respectivos cardápios sugeridos. Vale lembrar que é apenas uma sugestão e que as quantidades podem variar de acordo com a sua estrutura física e apetite.

 Opção 1 (transição lenta)

 Café da manhã:

1 fatia de pão de forma integral

2 ovos, ou mais (orgânicos, ou enriquecidos com Omega 3)  – dica: experimente a panqueca de coco

e/ou

1 iogurte integral (100g) com baixo teor de açúcar (menos de 12g), podendo ser batido com meio abacate com uma colher de chá de mel e/ou frutas da sua preferência.

 

Almoço:           

Pelo menos 70% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (Azeite e óleo de coco a vontade).

Troque metade do conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional): 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

 

Lanche da tarde:            

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g) e/ou meio abacate batido com o iogurte ou com sucos naturais.

Dica – creme de abacate com maracujá

e/ou

Frutas, castanhas e nozes  

Proibido barrinha de cereal ou qualquer tipo de grãos.

 

Jantar:     

Pelo menos 70% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (Azeite e óleo de coco a vontade).

Troque metade do conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

Meia taça de vinho tinto (opcional)

Nota: O consumo de carnes, queijo, ovos e vegetais não é restrito, ou seja pode ser consumido à vontade. Evite beber qualquer suco de frutas. Proibido o consumo de açúcar. O consumo de batata branca tem que ser limitado (menos de 1 por dia). Tubérculos como mandioquinha, mandioca, abóbora,  batata doce e inhame podem ser consumidos moderadamente (menos de 200g por dia).

 

Opção 2 (transição rápida)

Café da manhã

2 ovos, ou mais (orgânicos, ou enriquecidos com Omega 3)

e/ou

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g), podendo ser batido com meio abacate com uma colher de chá de mel.

Proibido pães, ou qualquer tipo de grão.

 

 Almoço:          

Pelo menos 90% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (azeite e óleo de coco a vontade).

Elimine todo conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Feijão, lentilha ou grão de bico devem ser consumidos moderadamente.

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

 

Lanche da tarde:            

1 iogurte integral (100g), com baixo teor de açúcar (menos de 12g) e/ou meio abacate batido com o iogurte ou com sucos naturais.

Dica – creme de abacate com maracujá

e/ou

Frutas, castanhas e nozes  

Proibido barrinha de cereal ou qualquer tipo de grãos

 

Jantar:     

Pelo menos 90% de seu prato deve consistir em carnes e legumes, exceto batatas brancas (azeite e óleo de coco a vontade).

Elimine todo conteúdo de arroz do que costuma consumir em seu prato e troque por qualquer alimento Primal (carnes ou legumes)

Feijão, lentilha ou grão de bico devem ser consumidos moderadamente.

Proibido o consumo de massas

Sobremesa (opcional) : 2 quadradinhos de chocolate (de preferência com alto teor de cacau > 55%)

Meia taça de vinho tinto (opcional)

 

Nota: O consumo de carnes, queijo, ovos e vegetais não é restrito, ou seja pode ser consumido à vontade. Evite beber qualquer suco de frutas. Proibido o consumo de açúcar. O consumo de batata branca tem que ser limitado (menos de 1 por dia). Tubérculos como mandioquinha, mandioca, abóbora,  batata doce e inhame podem ser consumidos moderadamente (menos de 200g por dia).

Se você optou pela opção 1, vá diminuindo gradualmente a quantidade de grãos ingeridos, até chegar a opção 2.

Após ter feito duas semanas de transição na opção 2, siga a curva de carboidratos Primal ideal para o seu objetivo.

Bom apetite!

Animais, meio ambiente e vegetarianismo

Você já parou pra pensar sobre a sustentabilidade da agricultura? Já refletiu sobre o argumento de que o vegetarianismo protege o meio ambiente? Muitos de nós não têm noção do impacto da agricultura no ecossistema.

A soja e o mito de uma escolha mais sustentável

Existem vantagens para a criação de gado mesmo em terras que poderiam ser usadas para a agricultura.

  • Animais criados em campos fertilizam o solo naturalmente, com pouca ou nenhuma necessidade para uso de fertilizantes artificiais e inorgânicos. Toneladas de fertilizante com nitrato, que cada vez mais se infiltram em grande quantidades nos nossos rios, não são usados primariamente para a produção de carne, mas sim para a produção de cereais e plantações.
  • Com a criação de gado, os campos são normalmente pequenos e cercados por mato. O bom fazendeiro tende a manter o mato para proteger seus animais do calor e do sol de verão. A margem dos campos, árvores e sebe fornecem um habitat natural para pequenos animais como insetos e flores selvagens.
  • A agricultura arável em grande escala demanda grandes campos abertos. Em tais fazendas são eliminadas as árvores, sebe e mato causando danos ao ecossistema local. Milhares de quilômetros de floresta foram desmatados neste século. As pessoas se queixam do desmatamento e que milhares de plantas e animais estão entrando em extinção – este fato leva muitas pessoas a seguir o vegetarianismo, sem saber que estão contribuindo para o aumento do desmatamento
  • Ameaça às espécies – o aumento da produção de soja, e grãos (trigo, arroz) demanda mais terras a serem cultivadas, o que resulta na destruição do meio ambiente. O vegetarianismo, que promove o consumo desses alimentos não saudáveis inevitavelmente acelera o desmatamento. 

A sociedade como um todo deveria simpatizar e concordar com os direitos dos animais e instituições que promovem o direito dos animais, que deveriam estar pastando nos campos, ao invés de estarem confinados em ambientes fechados, ou criados em áreas que  não são cercadas por florestas e sebe, para que o ecossistema local mantenha-se preservado. Ao invés disso, estas áreas são usadas para produzir soja, que alimenta os animais, o que demanda mais terreno para ser desmatado, além de inevitavelmente levar a destruição do solo, que como conseqüência destrói a vida local. Não obstante, a qualidade da carne consumida é diminuída e o animal paga por isso.

Os ocidentais vegetarianos atualmente se situam em uma posição social e educacional privilegiada, cabe a nós informá-los quanto aos perigos a saúde e ao meio ambiente.  Estas pessoas podem ter motivos nobres, porém a falta de informação por meios errados levam-nas a adotar esse estilo de vida ingênuo.

O que é errado para um é errado para todos.

Referências

Crawford M., Crawford S.. What We Eat Today . Spearman, London, 1972.

Hawkes J. G.. The Hunting Hypothesis . In: Ardrey R., ed. The Hunting Hypothesis . Collins, London

Quanta carne nossos ancestrais comiam?

 Hoje vamos falar sobre a alimentação dos nossos ancestrais! O estudo feito pelo Dr. Loren Cordain, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, contribuiu para a construção de um Atlas Etnográfico sobre as sociedades caçadoras-coletoras e seu respectivo consumo de fontes de alimento animal versus fontes vegetais. Em média, dentre as 229 sociedades tradicionais pesquisadas, a dieta consiste de 55% a 65% de fontes derivadas de animais vs. 25% a 35% de fontes vegetais. Mais de 73% da dieta das sociedades tradicionais consiste em mais de 50% de fontes de alimentos animal, enquanto menos de 14% das sociedades tradicionais consomem menos de 50% de sua dieta de fontes animais.
 
Baseando-se na porcentagem de subsistência de alimentos de fonte animal vs. fonte vegetal foi possível estimar o conteúdo de ingestão de macronutrientes dessas dietas. Uma típica dieta tradicional consiste em um consumo de proteína em torno de 19% a 35% do total de energia consumida (calorias), sendo que o resto consiste principalmente em gordura (aproximadamente 50%) seguido de carboidratos (aproximadamente 25%). Nossa dieta ancestral, portanto, é classificada como além dos padrões da FDA (Food and Drug Administration – órgão que estabelece a quantidade diária recomendada de alimentos). Neste blog questionamos a validade sua recomendação e apoiamos o argumento de que uma dieta baixa em níveis de proteína e alta em carboidratos para a maioria das pessoas é nociva e tem implicações sérias para a saúde delas.
 
A dieta atual da maioria dos países ocidentais não corresponde a dieta dos nossos ancestrais dentro do contexto evolucionário, o qual tem moldado nossos genes a mais de 2 milhões de anos. Como resultado de inúmeras pesquisas antropológicas e epistemológicas(como esta) é possível concluir que quando o consumo de proteína é reestabelecido para o nível ao qual estamos geneticamente adaptados, a saúde em geral é reestabelecida, pois assim também reestabeleceríamos a proporção de gorduras em nossa dieta. Não obstante, quando o nível de proteína está além da faixa de 19% a 35% (o que é bem difícil para a maioria das pessoas, sendo que seria necessário consumir somente carnes magras o dia todo) ocorre o que é chamado “rabbit starvation”, quando morremos de fome devido à intoxicação por excesso de proteína em nossa dieta, como a própria expressão sugere (Morte por se alimentar somente de coelhos).
 
Tabela 1. Proporções de alimentos de fontes animais e vegetais da amostra de populações estudadas

 
Agora, alguns de vocês podem estar questionando se o fato de nossos ancestrais consumirem mais de 50% de alimentos de fonte animal é saudável. E a resposta para essa pergunta será explorada mais adiante em nossos próximos posts, onde traremos evidências  de que de fato somos mais saudáveis se consumirmos mais carnes, e por carnes eu quero dizer todas, principalmente as vermelhas e com maior teor de gorduras.
 
Hoje desejo à vocês uma bela carne suculenta para o almoço!
 
Somos brasileiros e ainda podemos gozar de prazeres saudáveis que somente encontramos aqui. Por exemplo, aquela belezinha que geralmente comemos no final de semana,em forma de churrasco… adivinha?!
 
Abraços.

Referências
 

  • Zhu RX, Potts R, Xie F. Hoffman KA, Deng CL, Shi CD, Pan YX, Wang HQ, Shi, RP, Wang YC, Shi GH, Wu NQ. New evidence on the
    earliest human presence at high northern latitudes in northeast Asia. Nature 2004; 431: 559–562.
  •  Leonard W.R, Robertson ML. Evolutionary perspectives on human nutrition: The influence of brain and body size on diet and
    metabolism. Am J Hum Biol 1994; 6: 77–88.
  • Pawlosky R., Barnes A., Salem, N. Essential fatty acid metabolism in the feline: Relationship between liver and brain production of long-chain polyunsaturated fatty acids. J Lipid Res 1994;35: 2032–2040.
  • Hussein N, Ah-Sing E, Wilkinson P, Leach C, Griffin BA, Millward DJ. Long-chain conversion of [13C] linoleic acid and alpha-linolenic acid in response to marked changes in their dietary intake in men. J Lipid Res. 2005 Feb;46(2):269-80.
  • Sturman JA, Hepner GW, Hofmann AF, Thomas PJ. Metabolism of [35S] taurine in man. J Nutr. 1975 Sep;105(9):1206-14.
  • Chesney RW, Helms RA, Christensen M, Budreau AM, Han X, Sturman JA. The role of taurine in infant nutrition. Adv Exp Med Biol.1998;442:463-76. 
  • Knopf K, Sturman JA, Armstrong M, Hayes KC. 1978. Taurine: An essential nutrient for the cat. J Nutr 1978;108: 773–778.
  • MacDonald ML, Rogers QR, Morris JG. Nutrition of the domestic cat, a mammalian carnivore. Annu Rev Nutr 1984; 4: 521–562.

Caçadores – Coletores: Esquimós

 Esquimós gozavam de perfeita saúde e vigor físico

Os esquimós são grupos de uma tribo indígena que ocupam regiões árticas do Alaska, Canadá e Groelândia. Eles são um dos exemplos de saúde e qualidade de vida entre outras tribos tradicionais (caçadores-coletores) que consomem praticamente só carnes, sendo a maior parte provenientes de diversos mamíferos, como ursos, aves, leões marinhos e focas. São um exemplo perfeito de adaptabilidade do ser humano à climas extremos, que implica em frio e falta de vegetação. Seu estilo de vida único nos oferece muitas informações a respeito dos limites do nicho humano. Muitos pesquisadores, entre eles Weston Price, estiveram fascinados pela excelente saúde gozada por eles, pois exibiam uma arcada dental excelente sem indícios de cáries, vigor físico e alegria. Segue um trecho da Nutritional and Phisical Degeneration: “ Em seu estado primitivo eles eram um exemplo de excelência física e perfeição dental, de forma que dificilmente foi visto por outras raças no passado. Estamos também profundamente interessados em saber a fórmula de sua nutrição para que assim possamos aprender o segredos que irão não somente ajudar o infeliz homem moderno, conhecido como raça civilizada, mas também irão nos fornecer meios para os ajudar a se preservarem”.

 Os esquimós consumiam em média 75% de sua dieta como gordura, aproximadamente 25% proteína e 0% de carboidratos. Consumiam a parte mais gorda do animal, sendo assim o perfil da gordura consumida por eles era em torno de 35% a 40% saturada, 50% a 55% monoinsaturada e 10% polinsaturada (a maioria vinda de ácidos graxos DHA, EPA Omega 3). Assim como todas as culturas tradicionais (caçadores-coletores) a taxa de Omega 6 para Omega 3 é excelente (saiba mais sobre estas proporções neste post aqui), já que consumiam muitos peixes de água fria, os quais possuem uma relação Omega 6: Omega 3 em torno de 1:18, além de consumirem animais selvagens os quais possuem proporção ideal 2:1. As crianças são amamentadas até os 3 anos de idade e comem alimentos sólidos (carnes) desde o nascimento. Como a maioria dos sociedades tradicionais não há nenhum sinal de doenças crônicas e degenerativas entre eles, como por exemplo doenças cardíacas, câncer e Alzheimer, que representam pelo menos 90% das doenças acometidas pelas sociedades ocidentais. Eram fisicamente robustos e ativos, não há sinal de obesidade como em qualquer cultura tradicional, ao invés disso, eles são magros e definidos, apesar do rosto redondo e aparência corpulenta causada pelo uso de roupas de lã. Longevidade extrema é bem conhecida entre eles, apesar de não contarem suas idades.

Um dos principais contra argumentos a respeito de seu vigor físico, apesar do alto consumo de gorduras, é de que eles precisam consumir muita energia (calorias), pois seus corpos gastam muito mais energia do que povos que vivem em outros climas para se manterem aquecidos. Este argumento é facilmente desmistificado pelas evidências de inúmeras tribos que consomem mais de 70% de calorias vindas de animais e gorduras.

Muitos americanos e europeus no começo do século 20  ficaram intrigados com a possibilidade do homem ocidental conseguir viver uma vida saudável apenas consumindo carnes e nenhum vegetal, então mandaram exploradores  para viver 1 ano entre os Esquimós. Para o espanto dos médicos da época, eles se mantiveram saudáveis por todo período e não mostraram nenhum sinal de deficiência alimentar, muito pelo contrário, segundo seus relatos nunca se sentiram tão bem e saudáveis, emagreceram ao ponto de ficarem esbeltos e fortes e inclusive mostraram vontade de continuar seguindo a dieta.

Segundo o relato de um deles sobre a vida cotidiana entre os Esquimós: “Suas esposas são confiáveis e queridas pelos maridos, os filhos não mostram nenhum sinal de desobediência e desrespeito, nenhum sinal de petulância, atrevimento ou arrogância por parte deles, além da punição corporal ser raramente permitida”. Infelizmente, hoje em dia muitas tribos Esquimós já foram afetadas por hábitos de vida ocidentais e por isso já estão sofrendo as conseqüências como cáries, diabetes e câncer, como relatam vários historiadores. Isto tem sido relacionado ao consumo de óleos vegetais (fritura), farinha de trigo e açúcar.

Conclui-se que as evidências sobre os Esquimós e outras tribos tem muito o que nos ensinar. Esta é minha opinião sobre o assunto: seres humanos ou algumas outras espécies são capazes de sobreviver à climas extremos. Seres humanos em geral (como demonstrado por outras tribos) são capazes de viver de forma saudável sem incidência de doenças seja câncer, diabete ou cáries consumindo apenas carnes que tenham em torno de 65% a 70% de gorduras, pelo menos.

A verdade sobre os Esquimós e outras tribos é chocante para maioria das pessoas que seguem a dieta recomenda pela FDA (Food and Drug Administration) sem mesmo saberem o quê estão seguindo.

Mais sobre os Esquimós e outras culturas tradicionais nos próximos posts. Aguardem!

Se delicie com a gordura saturada, ela é boa para você (parte 2)

Na primeira parte deste post, vocês viram como foi criado o mito da gordura saturada e porque ela foi considerada prejudicial à saúde. Agora vamos mostrar as evidências que provam o contrário!
 
O estudo de Keys
 
No estudo dos 6 países realizado por Ancel Keys, os dados disponíveis dos outros 16 países foram ignorados, para que o a correlação que ele desejava obter fosse alcançada. Se ele tivesse escolhido outros 6 países, como apresentado nos quadros abaixo (tanto da esquerda como da direita) ele poderia ter demonstrado que quanto maior o percentual de gordura na dieta, menor o número de mortes por doenças cardíacas.
 

Observe os quadros da parte de baixo da figura. Keys não foi honesto em seus estudos...

 
Povos com o menor risco de doenças cardíacas – Massai, Inuit, Rendille e Tokelau
 
Massai – a dieta da tribo Massai, que vive no Quênia e nodeste da Tanzânia, consiste em carne, leite e sangue de gado, num total de 66% de gordura.
 
Inuit – os Inuit, esquimós do ártico, se alimentam basicamente de carne e gordura de baleia, que tem 75% de gordura e eles vivem vidas longas, livres de doenças cardíacas e câncer.
 
Rendille – a tribo Rendille, que vive no deserto de Kaisut, no nordeste do Quênia, se alimenta de leite e carne de camelo, e uma mistura de leite e sangue de camelo, conhecida como “banjo”. A dieta deles tem 63% de gordura.
 
Tokelau – eles vivem em três ilhas na Nova Zelândia e se alimentam basicamente de peixe e coco, com 60% de gordura.
 
(Ainda vamos falar mais sobre estas tribos aqui no blog, aguardem!)
 
 Além destas tribos, qualquer bebê alimentado com leite materno em qualquer país do mundo tem uma dieta alta em gordura saturada. O leite materno possui 54% de gordura saturada.
 
A dieta dos caçadores – coletores
  • consumiam grandes quantidades de alimentos de origem animal
  •  preferiam as partes mais gordurosas do animal (orgãos, lingua, cérebro e medula óssea)
  • pouca quantidade de carboidratos presentes nas plantas (sementes, nozes, tubérculos, raízes, frutas – nada de açúcares, grãos e leguminosas)
 Estas informações foram obtidas em um estudo realizado pelo Dr. Loren Cordain, publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Este estudo é considerado como a maior e mais completa análise já feita sobre a dieta paleolítica dos caçadores-coletores. Os antropólogos avaliaram as dietas de 229 populações caçadoras-coletoras, que sobreviveram até o século 20 e que podem ser vistas como substitutas aos nossos ancestrais paleolíticos da idade da pedra.
 
Estes caçadores-coletores dos tempos modernos, quando conseguiam ter acesso, consumiam altas quantidades de alimentos de origem animal, que compunham de 85 a 100% da sua ingestão de calorias, como no caso dos Massai, Inuit e Rendille. Eles consumiam quase toda a carne animal, incluindo os orgãos, língua, medula óssea e cérebro. Outros animais carnívoros fazem a mesma coisa. Os leões, por exemplo, comem os orgãos e a gordura de suas presas, deixando a carne magra e musculosa para trás.
Já que os caçadores-coletores não praticavam a agricultura, eles não tinham milho, arroz ou trigo para se alimentarem. Eles só obtinham uma pequena quantidade de carboidratos por meio de plantas selvagens, sementes, nozes, raízes, tubérculos e frutas.
 

Café da manhã primal

 
A dieta humana ao longo da história
 
A era paleolítica ou idade da pedra, durou 2,5 milhões de anos, começando com o nosso ancestral humano Homo hablis e progredindo por várias espécies, até chegar à nossa, Homo sapiens, que existe há cerca de 200.000 anos.  
A era da agricultura começou há aproximadamente 10.000 anos atrás e, durante este tempo, por 500 gerações, o consumo de carboidratos foi aumento gradualmente. Mesmo assim, no começo da revolução industrial, há 250 anos atrás, o consumo de açúcar ainda era 1/50 do que é hoje. Agora nós estamos consumindo uma quantidade enorme de carboidratos em grãos, derivados do leite, bebidas, açúcares refinados, balas e outros doces, isso tudo junto com óleos vegetais processados e molhos prontos que não existiam na nossa dieta durante 99,9% da nossa história como seres humanos. Durante este período, o genoma humano se tornou adaptado a seguir uma dieta com altas quantidades de gordura e pequenas quantidades de carboidratos. Ainda assim, as autoridades atuais sobre saúde nos dizem para fazer o oposto e seguir uma dieta pobre em gorduras e rica em carboidratos. Não é à toa que as taxas de obesidade crescem tanto.
 
Framingham Study
 
Impossível não comentar sobre as envidências encontradas no maior estudo já realizado com o intuito de descobrir as causas de doenças cardíacas (já falei sobre ele aqui). Em 1987, os pesquisadores do Framingham Study publicaram estas duas conclusões no renomado Journal of the American Medical Association: 1) Acima de 50 anos, não há aumento na taxa de mortalidade por doenças cardíacas tanto em pessoas com alto teor de colesterol no sangue, quanto em pessoas com baixo teor de colesterol no sangue; 2) Em pessoas com um nível de colesterol decrescente, para cada 1% de queda no colesterol houve um aumento de 11% na taxa de mortalidade para os próximos 18 anos.
Depois, em 1992, nos Archives of Internal Medicine, o terceiro diretor do estudo (o estudo começou em 1948 e é realizado até hoje), Dr. William Castelli declarou: “Neste estudo, quanto mais gordura saturada, mais colesterol e mais calorias alguém consome, menor é o nível de colesterol no sangue desta pessoa (…) nós descobrimos que as pessoas que consumiam mais colesterol também consumiam mais gordura saturada, mais calorias, pesavam menos e eram mais ativas fisicamente”.
 
A maioria dos médicos nunca ouviu falar sobre estas descobertas porque, basicamente, as organizações médicas como a American Heart Association, agências do governo e a indústria farmacêutica simplesmente ignoram estes acontecimentos. Afinal, receitar medicamentos para reduzir o colesterol é uma indústria que movimenta U$ 25 bilhões por ano.
 
Gordura saturada e doenças cardíacas
 
 
 
 A figura acima mostra uma correlação inversa entre o consumo de carne vermelha e a taxa de doenças cardíacas. Países com o menor consumo de gordura saturada tem as maiores taxas de doenças cardíacas. Georgia, Tadjisquistão, Azerbaijão, Moldávia, Croácia, Macedônia e Ucrânia (quadro de cima na figura) tem um consumo de gordura saturada menor que  7,5% do total de calorias, que é exatamente o recomendado pela USDA, a nossa Pirâmide Alimentar e a American Heart Association. No entanto, as suas taxas de mortalidade por doenças cardíacas é bastante alta. Austria, Finlândia, Bélgica, Islândia, Holanda, Suíça e França (quadro de baixo na figura) tem os maiores níveis de gordura saturada em suas dietas e as menores taxas de doenças cardíacas. A França, que tem o maior consumo de gordura saturada tem a menor taxa de morte por doenças cardíacas dentro destes 14 países.
 
Por que a gordura saturada é boa para nós?
 
A importância biológica da gordura saturada
 
Existe uma razão para que o leite materno tenha 54% de gordura saturada. As membranas celulares precisam de ácidos gordurosos  para funcionar corretamente e se tornarem “à prova d’água”. O coração prefere a gordura saturada de cadeia longa, com 16 átomos de carbono (ácido palmítico) e de 18 carbonos (ácido esteárico) para o obter energia. Os ossos precisam da gordura para assimilar o cálcio efetivamente. Ela protege o fígado dos efeitos adversos do álcool e medicamentos como Tylenol. O sufactante pulmonar é composto inteiramente do ácido plamítico, e quando este é presente em quantidades suficientes, pode prevenir asma e outros distúrbios respiratórios. As gorduras saturadas funcionam como sinalizadores para a produção de hormônios. Ela tem um papel importante no sistema imunológico porque incentivam as glóbulos brancos no sangue a destruírem bactérias invasivas, vírus e fungos e a combaterem tumores. E oa ácidos de cadeia média matam bactérias e o fungo candida. Gorduras saturadas também enviam sinais de saciedade, então você para de comer porque se sente satisfeito, perde gordura e mantém um peso normal. E, o mais importante, comer gordura saturada reduz o consumo de carboidratos e óleos vegetais que prejudicam a sua saúde.
 
Manteiga x Doenças
 
Para finalizar, deixo vocês refletindo sobre o gráfico abaixo. Chega de acreditar na propaganda daquela “margarina amiga do coração”. Chega do combo peito-de-frango-grelhado-e-alface. Traga a picanha, a manteiga, o óleo de coco de volta para a sua vida  e seja magra (ou magro), feliz e saudável!!
 

Linha amarela: consumo de manteiga. Linhas vermelha e rosa: Doenças cardíacas e câncer, respectivamente.

Artigo da Semana: Os segredos sujos da indústria de alimentos processados – parte 3

Depois da parte 1 e da parte 2, vamos para a terceira e penúltima parte deste artigo! Estou dividindo bastante para não ficar cansativo, ok? Então, vamos saber um pouco mais sobre as sopas prontas…

CALDO NATURAL NUTRITIVO

No passado, muitas culturas tradicionais se utilizavam do osso de animais para fazer caldo. Elas reconheciam as propriedades saudáveis do caldo de osso assim como o sabor que o osso dava às sopas, molhos e ensopados. A ciência moderna nos mostra que os caldos caseiros feitos com ossos são verdadeiras maravilhas no que diz respeito à propriedades de cura; eles fornecem minerais em abundância, fortalecem ossos e tendões, restauram o intestino e nos ajudam a desintoxicar. A gelatina feita do caldo de osso (mocotó) é um grande digestivo natural.

SOPAS INDUSTRIAIS

A maioria das bases que compõe sopas e molhos comerciais contém sabores artificiais de carne, que imitam aqueles que nós conseguíamos com o caldo natural feito com osso. Esse tipo de “atalho” significa que os consumidores foram rapidamente enganados. Quando os caldos caseiros foram empurrados para fora pelos substitutos mais baratos, uma importante fonte de minerais desapareceram da dieta Americana. O efeito de engrossamento da gelatina pode ser imitado pelos emulsificantes, mas, é claro, os benefícios à saúde foram perdidos. Gelatina é algo muito saudável para se ter na dieta. Ela ajuda você a digerir as proteínas mais adequadamente e apoia a sua saúde digestiva como um todo.

Pesquisas sobre gelatina e caldos caseiros chegaram ao fim na década de 50, quando as empresas alimentícias descobriram como induzir a Relação de Maillard – o processo de se criar compostos de sabor a partir de uma mistura entre açúcar e aminoácidos, sob alta temperatura – e produziram os sabores similares à carne em laboratório. Em um relatório da empresa General Foods de 1947, químicos previram que, em breve, quase todos os sabores naturais seriam sintetizados quimicamente. Depois da Segunda Guerra Mundial, as empresas de alimento americanas descobriram o glutamato monossódico, um ingrediente que os japoneses inventaram em 1908 para realçar o sabor dos alimentos, incluindo os sabores de carne. Nós, de fato, temos receptores na nossa língua para o glutamato – ele é a proteína que o corpo humano reconhece na carne – mas o glutamato no MSG ( = glutamato monossódico) tem uma configuração diferente, que não pode ser assimilada corretamente pelo corpo. Qualquer proteína pode ser hidrolisada (quebrada em seus componentes, aminoácidos) para produzir uma base contendo MSG. Quando a indústria aprendeu como sintetizar o sabor de carne em laboratório, usando proteínas baratas de grãos e legumes, a porta se abriu para um novo fluxo de produtos, incluindo caldo de carne em cubinhos (caldo Knorr), mix para sopas desidratado (sopas Vono e Maggi), molhos prontos e condimentos com sabor de carne.

A indústria de fast food não poderia existir sem o MSG e os sabores artificiais de carne, que induziram o consumidor a se alimentarem de comida sem sabor. Os molhos em diversos alimentos processados comercialmente contém MSG, água, emulsificantes e corante de caramelo. Sua língua é levada a pensar que está consumindo algo nutritivo, quando na verdade não está recebendo nada além de substâncias tóxicas.

As chamadas sopas caseiras na maioria dos restaurantes geralmente são feitas misturando água com uma base de sopa em pó feita de proteína hidrolisada e sabores artificiais, e essa mistura, são adicionados os vegetais e outros ingredientes. Mesmo as sopas de lagosta e de peixe na maioria dos restaurantes de frutos do mar são feitas a partir de alguma mistura em pó com sabor artificial.

A indústria acha que até mesmo alho e cebola tem um custo muito alto, por isso usam sabores artificiais de alho e cebola para temperar. É tudo baseado no lucro, sem nenhuma atenção à saúde do consumidor.

Os fabricantes se livram dos requerimentos nos rótulos, já que se o mix dos temperos tem menos de 50% de MSG, eles não precisam indicar a existência do MSG no rótulo. Você pode ter notado que a frase “sem MSG” não existe mais. Ela desapareceu porque a indústria descobriu que havia MSG em todos os mix de temperos!

PROBLEMAS DE SAÚDE

Enquanto a indústria estava adicionando MSG aos alimentos em cada vez maiores quantidades, em 1957 cientistas descobriram que os ratos ficaram cegos e obesos quando MSG foi administrado em sua alimentação. Em 1969, lesões causadas por MSG foram encontradas na região do hipotálamo no cérebro dos ratos. Estudos subseqüentes indicaram os mesmos resultados. MSG é uma substância neurotóxica que causa uma série de reações nos seres humanos, desde dores de cabeça temporárias a danos permanentes no cérebro. Também é associado a comportamentos agressivos. Nós tivemos um enorme aumento na incidência de Alzheimer, câncer no cérebro, esclerose múltipla e outras doenças do sistema nervoso, e um dos culpados são os sabores artificiais nos nossos alimentos.

95% dos alimentos processados contém MSG, e, no final da década de 50, ele ainda era adicionado às papinhas de bebê. Os fabricantes disseram que o retiraram voluntariamente das papinhas, mas na verdade, eles apenas o chamaram de “proteína hidrolisada”.

Um livro excelente do Russell Blaylock, chamado Excitotoxinas, descreve como as células nervosas ou se desintegram ou encolhem na presença livre de ácido glutamato, se o mesmo passa pelas barreiras do sangue para o cérebro. O glutamato do MSG é absorvido diretamente da boca para o cérebro. Alguns investigadores acreditam que o aumento na violência deste país começado em 1960 é devido ao aumento do uso de MSG no começo da década de 50, particularmente quando era adicionado à papinha de bebê.

Dica: se você quer usar um bom caldo (de carne, frango ou legumes) na sua alimentação, faça o seu próprio (tem receita aqui), ou, se mora em São Paulo, pode encomendar da Pat. Eu sempre compro e uso nas minhas sopas e carnes que faço, é maravilhoso!!

Chegamos ao fim da terceira parte, semana que vem finalizo o artigo falando sobre as gorduras industriais. Fique ligado!

Este artigo é uma tradução livre, e o original pode ser encontrado em http://www.westonaprice.org/modern-foods/dirty-secrets-of-the-food-processing-industry

No carrinho: Carnes orgânicas

E para terminar a sessão de posts sobre carne orgânica, vou falar sobre onde encontrá-las perto de você.

O frango e ovos da Korin estão presentes em várias redes de supermercados e tem um sistema de delivery (somente para São Paulo e Grande São Paulo).Existem também outras marcas que produzem ovos orgânicos.

Quanto as carnes bovinas, a única empresa brasileira que comercializa carnes orgânicas é a Friboi, que também podem ser encontradas nas grandes redes de supermercado e no Pão de Açúcar.

ATUALIZANDO: A Friboi tem um site que fala mais sobre suas carnes e também indica onde você pode encontrar as carnes orgânicas na sua cidade!

Quanto ao preço, geralmente os produtos orgânicos costumam ser um pouco mais caras do que as tradicionais, por serem produzidas em menor escala e também pela qualidade dos alimentos que os animais recebem, mas acho que o valor é proporcional a qualidade e benefícios oferecidos! Eu gosto de pensar assim: é melhor gastar um pouco mais agora com alimentos mais saudáveis do que ter que gastar daqui alguns anos com médicos e hospitais!!

Bon Appetit!

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