Animais, meio ambiente e vegetarianismo

Você já parou pra pensar sobre a sustentabilidade da agricultura? Já refletiu sobre o argumento de que o vegetarianismo protege o meio ambiente? Muitos de nós não têm noção do impacto da agricultura no ecossistema.

A soja e o mito de uma escolha mais sustentável

Existem vantagens para a criação de gado mesmo em terras que poderiam ser usadas para a agricultura.

  • Animais criados em campos fertilizam o solo naturalmente, com pouca ou nenhuma necessidade para uso de fertilizantes artificiais e inorgânicos. Toneladas de fertilizante com nitrato, que cada vez mais se infiltram em grande quantidades nos nossos rios, não são usados primariamente para a produção de carne, mas sim para a produção de cereais e plantações.
  • Com a criação de gado, os campos são normalmente pequenos e cercados por mato. O bom fazendeiro tende a manter o mato para proteger seus animais do calor e do sol de verão. A margem dos campos, árvores e sebe fornecem um habitat natural para pequenos animais como insetos e flores selvagens.
  • A agricultura arável em grande escala demanda grandes campos abertos. Em tais fazendas são eliminadas as árvores, sebe e mato causando danos ao ecossistema local. Milhares de quilômetros de floresta foram desmatados neste século. As pessoas se queixam do desmatamento e que milhares de plantas e animais estão entrando em extinção – este fato leva muitas pessoas a seguir o vegetarianismo, sem saber que estão contribuindo para o aumento do desmatamento
  • Ameaça às espécies – o aumento da produção de soja, e grãos (trigo, arroz) demanda mais terras a serem cultivadas, o que resulta na destruição do meio ambiente. O vegetarianismo, que promove o consumo desses alimentos não saudáveis inevitavelmente acelera o desmatamento. 

A sociedade como um todo deveria simpatizar e concordar com os direitos dos animais e instituições que promovem o direito dos animais, que deveriam estar pastando nos campos, ao invés de estarem confinados em ambientes fechados, ou criados em áreas que  não são cercadas por florestas e sebe, para que o ecossistema local mantenha-se preservado. Ao invés disso, estas áreas são usadas para produzir soja, que alimenta os animais, o que demanda mais terreno para ser desmatado, além de inevitavelmente levar a destruição do solo, que como conseqüência destrói a vida local. Não obstante, a qualidade da carne consumida é diminuída e o animal paga por isso.

Os ocidentais vegetarianos atualmente se situam em uma posição social e educacional privilegiada, cabe a nós informá-los quanto aos perigos a saúde e ao meio ambiente.  Estas pessoas podem ter motivos nobres, porém a falta de informação por meios errados levam-nas a adotar esse estilo de vida ingênuo.

O que é errado para um é errado para todos.

Referências

Crawford M., Crawford S.. What We Eat Today . Spearman, London, 1972.

Hawkes J. G.. The Hunting Hypothesis . In: Ardrey R., ed. The Hunting Hypothesis . Collins, London

Fluf – bolsas sustentáveis

Descobri essa novidade recentemente e não pensei duas vezes em compartilhar aqui! A Fluf é uma marca canadense com uma linha de produtos que vai de almofadas à bolsas de vários tipos. O diferencial? Todo o material utilizado é sustentável: o algodão é 100% orgânico, o processo de produção é eco-friendly, o papel usado nas embalagens é certificado pela FSC e 1% da renda obtida com a venda dos produtos é destinada à ONGs que trabalham com proteção ao meio ambiente.

Quem quiser conhecer mais é só entrar no site da marca http://fluf.ca/

Infelizmente eles não fazem entregas no Brasil, mas quem tiver algum amigo ou familiar com viagem marcada… acho que é um bom souvenir! haha

Essa é a minha preferida:

Imagina que sonho levar seus snacks Primal para o trabalho nesta bolsinha?! Ah, esqueci de comentar, toda a linha da Fluf é totalmente lavável!!

Super prático!

E aí, o que achou dessa novidade?

Conhecendo um pouco mais sobre as carnes orgânicas

O mercado de orgânicos no Brasil ainda é pequeno e os benefícios do consumo de orgânicos ainda não são muito conhecidos, principalmente pela falta de divulgação sobre a sua importância. O  produto orgânico – em especial as carnes – pode oferecer um grande diferencial para a sua saúde e também para o planeta. Neste primeiro post, explicarei um pouco sobre o que são as carnes orgânicas e no próximo, falarei sobre seus benefícios e sobre onde encontrá-las!

O que torna uma carne orgânica?

Basicamente, o que difere uma carne orgânica da não orgânica é a maneira que os animais são criados e do que se alimentam. Em geral os animais são alimentados com o que é natural e saudável para eles, e são criados livremente, se assemelhando ao máximo com seu habitat natural.

GADO

Na criação, o gado orgânico é rastreado desde seu nascimento até o abate, com registro de peso, alimentação, vacinas, entre outras informações, em fichas individuais. A alimentação dos animais é observada com especial atenção. Além da pastagem, outros ingredientes compõem o cardápio do gado orgânico como casca de soja não transgênica e farelo de algodão. Esses alimentos têm procedência garantida ou são produzidos pelos próprios pecuaristas de acordo com as normas da certificação. Outra preocupação é quanto ao bem-estar dos animais. As fazendas trabalham com sombreamento das pastagens e currais em formato circular para que o gado não se machuque.

O boi criado em sistemas agroecológicos (chamados de “orgânicos”), como explica a veterinária Maria do Carmo Arenales, é aquele criado em pasto sem agrotóxico e sem adubação química, tratado com medicamentos homeopáticos. É um boi ecologicamente correto. “A adubação a pasto é feita com esterco dos próprios animais”, afirma. Quanto às doenças, prevalece o princípio da prevenção do aparecimento das mesmas e, quando há problemas, utiliza-se a homeopatia até para combater moscas e parasitas como vermes e carrapatos. “Mas a vacinação contra aftosa é necessária, pois é obrigatória por lei.” O uso de sal mineral e inseminação artificial são permitidos, mas os antibióticos, proibidos.

Aqui no Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, a maior parte do gado é criado livre e se alimenta de pasto, por isso, são chamados de “Boi Verde”. No entanto, o Boi Verde difere do Boi Orgânico em algumas características. Veja a tabela abaixo:

AVES E OVOS

No caso das aves, a alimentação e o ambiente onde vivem também definem se são orgânicas ou não. Como a galinha e os ovos caipiras são uma variedade presente nos mercados, muitas vezes o consumidor confunde estes tipos de aves com as orgânicas. Com certeza as aves caipiras são mais saudáveis do que as tradicionais, mas neste caso ainda é permitido o uso de agrotóxico e grãos transgênicos na alimentação destas aves, por isso, a ave orgânica ainda é a mais recomendada. Em seguida temos as principais diferenças entre as aves:

 

  • Frango de Granja Industrial: Trata-se do frango convencional, criado por granjas comerciais, através de um modelo consagrado de manejo, que lança mão de antibióticos e promotores de crescimento para obter altos índices de produtividade. O abate de frangos desse tipo ocorre entre o 420 e o 450 dia de vida (Toledo, 2006). Os ovos produzidos por galinhas poedeiras nesse sistema, com alimentação exclusivamente a base de ração e confinadas em gaiolas, possuem a casca branca e a gema com coloração amarelo mais suave. Todo o manejo da propriedade é convencional, inclusive a produção de grãos.
  • Frango caipira: Usa linhagens genéticas específicas, como a Label rouge, e é produzido em áreas mais extensas. Além de receber ração, a ave pode ciscar e ”pastar” pelo terreiro. É abatida entre o 850 e o 900 dia de vida. As aves também não podem receber produtos quimioterápicos e ingredientes de origem animal na ração. Como as aves se alimentam de minhocas e das plantas nativas da região, além da ração, os ovos adquirem uma coloração marrom na casca e amarelo forte na gema, e geralmente são mais ricos em vitaminas que os ovos “brancos” de granjas comerciais. Neste caso, também a propriedade pode continuar com o sistema convencional de produção (usando agrotóxicos, fertilizantes sintéticos altamente solúveis e até sementes transgênicas para a produção de grãos, por exemplo). Ou seja, um frango caipira não necessariamente será orgânico. Para receber o selo de produto orgânico, toda a propriedade deverá se adequar às normas específicas da agricultura orgânica e ser submetida à auditoria de uma entidade certificadora independente.
  • Frango orgânico: Em sua produção também são proibidos antibióticos e promotores de crescimento. Sua dieta, além de não apresentar ingredientes de origem animal, é composta unicamente de grãos e vegetais cultivados em sistema orgânico, ou seja, produzidos sem a utilização de defensivos e fertilizantes químicos. Toda a propriedade precisa passar pelo processo de certificação e cumprir a legislação específica para a produção de orgânicos, para que o produto possa receber o selo de uma certificadora. O abate é feito separadamente dos frangos convencionais e todos os produtos recebem um número de identificação que permite rastrear o lote e o produtor responsável em caso de problemas. Finalmente, além de cumprir as leis ambientais e trabalhistas vigentes do país, os produtores orgânicos são orientados e incentivados pelas certificadoras a exercerem sua cidadania com práticas de responsabilidade social que vão além da legislação. Por exemplo: premiar funcionários, realizar atividades de educação ambiental e ecoturismo em suas propriedades, investir na capacitação de fornecedores, participar dos Colegiados Estaduais de Agricultura Orgânica entre outros.

Por que nunca ouvi falar sobre isso antes?

Um estudo realizado pelo WWF-Brasil em São Paulo e Rio de Janeiro sobre o mercado de produtos orgânicos revela que a carne orgânica ainda é um produto desconhecido e pouco consumido no Brasil, ao contrário do que ocorre em países europeus onde este mercado está em amplo crescimento.

Segundo o estudo, a falta de informações sobre o que é carne orgânica e sobre os benefícios sociais e ambientais decorrentes do modo de produção orgânico são as principais razões para esse baixo consumo no país. Atualmente, o mercado de orgânicos (vegetais e animais) experimenta uma expansão de 15% ao ano no Brasil, mas a carne orgânica tem uma participação em torno de 1%.

Do universo de 763 consumidores entrevistados – homens e mulheres na faixa entre 31 e 60 anos –, 70% desconheciam o que é carne orgânica e as características do sistema produtivo. De acordo com o estudo, o desconhecimento sobre carne orgânica está relacionado à carência de informações sobre alimentos orgânicos de origem animal em geral, ao contrário do que ocorre com os alimentos orgânicos de origem vegetal, melhor difundidos e com consumo consolidado.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre as carnes orgânicas, está na hora de descobrir por que vale a pena investir nessa opção!

Bobble: a garrafa sustentável

Ser Primal também é se preocupar com o futuro do planeta!

Pensando na imensa quantidade de lixo produzido atualmente, os australianos Richard and Stephanie Smiedt criaram a Bobble. Sucesso de vendas em todo o mundo as garrafas bobble nasceram da união perfeita de um projeto sustentável e ecologicamente correto com as linhas atemporais do mundialmente premiado designer Karim Rashid. Fabricadas em PET 100% reciclado, as garrafas bobble acompanham práticos filtros de carvão ativado para filtrar a água enquanto você bebe. Cada garrafa bobble filtra o equivalente a 300 garrafas de água, bastando substituir o filtro por um novo para filtrar outras 300.

Fatos sobre o filtro bobble

O filtro de carbono da bobble remove partículas orgânicas de água tratada excedendo o padrão internacional, NSF 42, para redução de cloro, sabor e odor. Para melhores resultados recomenda-se trocar o filtro a cada 2 meses de uso ou após 150 litros de água.

Você pode saber mais sobre a bobble aqui: http://www.waterbobble.com/

A garrafa com filtro de tamanho m´dio (550 ml) custa U$9,99 e cada filtro custa U$6,99. Infelizmente, eles entregam em tudo quanto é país MENOS no Brasil!!

A única loja que vende aqui é a Spicy, mas a garrafinha sai por R$58,00. Um precinho bem mais salgado, mas se você fizer as contas, acaba valendo a pena!


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