Por que temos desejos por açúcar e massas?

Uma historia típica de uma pessoa viciada em açúcar (acredito que mais de 95 % da população em certo grau são viciados) é mais ou menos como essa:

Eu tenho desejos por açúcar até quando não estou com fome. Posso comer uma bela salada com arroz, feijão e carnes e ainda alguns minutos mais tarde eu vou ter desejos por doces. Eu geralmente como alimentos saudáveis (saudáveis dentro da concepção da maioria das pessoas, mas que aqui em nosso blog mostramos evidências de que não são) a maior parte do tempo, mas ainda assim tenho desejo por doces.

Toda minha família e amigos adoram doces e eu tento não comê-los mais. Quando consigo, eu geralmente como algumas barrinhas de cereais e pães com mel ou geléia entre as refeições, o que funciona por um tempo, mas mesmo assim não consigo emagrecer ou emagreço pouco temporariamente.

Minha resposta a este típico hábito bem como o comentário que ouço da maioria das pessoa é: “Não se preocupe, você não tem culpa.” E não tem mesmo! Você apenas foi enganado. Não há nada de errado com isso, todo mundo é ou já foi enganado em alguns momentos de suas vidas. Explicarei em mais detalhes.

Por influência da cultura, nós, brasileiros, nascemos condicionados a pensar que o prato que mais consumimos: arroz e feijão, é o prato mais saudável de todos. Afinal, nós já o consumimos há algumas gerações, assim como outros grãos, dentre os mais famosos, o trigo.

Ao longo dos anos, o interesse da população sobre nutrição e a questão da sustentabilidade dos meios de produção de alimentos tem aumentado consideravelmente.

Informações sobre alimentação na internet vem nos condicionando a valorizar este hábito (coma muito arroz e feijão, pães integrais, frutas, sucos e verduras).

Até comunidades mais controversas e não convencionais, como a comunidade vegetariana no Brasil, vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, junto com o Yôga e o aumento do interesse das classes mais altas quanto a alimentação. Essa tendência tem ganhado muito apoio da mídia nacional e internacional ultimamente. A partir daí o mercado passou a investir nessa tendência, por meio do desenvolvimento de linhas de produtos que se enquadram dentro desse perfil, como produtos como soja, barrinha de cereal, aveia e outros.

Apesar da maior consciência da população quanto a importância da nutrição, o nível de doenças crônicas como obesidade, diabete, artrite e câncer vem crescendo consideravelmente junto com essa tendência.

Temos que manter isso estes fatos em mente e analisar o papel do hormônio insulina para respondermos a pergunta: Por que temos desejos por açúcar e doces??

A resposta para essa pergunta com certeza está relacionada à produção desse hormônio, que é responsável por gerar tantos problemas de saúde, quando produzido em grandes quantidades.

Mas o que isso tem a ver com o açúcar?

Pesquisas feitas com animais de laboratórios, estudos controlados, assim como observações populacionais, tem provado que a insulina é o hormônio de maior importância em relação à obesidade. Quanto maior a produção de insulina, maior é a quantidade de gordura visceral (barriga), acumulada entre o fígado e os órgãos, e maior distribuição desproporcional de gordura no corpo (barriga nos homens, pernas e glúteos nas mulheres).

Sim, mas por que esse hormônio tem a ver com os cereais integrais e o açúcar?

Estes experimentos tem mostrado que quanto mais açúcar, ou grãos (trigo integral, arroz e milho) são dados aos animais maior é a produção de insulina. Aqui está o porquê de termos sido enganados: os grãos, junto com o açúcar, são os principais causadores de obesidade.

Quando consumimos arroz, barrinhas de cereais, pães, macarrão e milho, a quantidade de glicose (açúcar) que entra na corrente sanguínea é muito maior e mais rápida do que de outros alimentos, como os vegetais e as carnes. Há uma diferença muito grande no metabolismo da glicose entre estes alimentos, o suficiente para que com o consumo de grãos ou açúcar a glicose sanguínea seja suficiente para produzir enormes quantidades do hormônio insulina. No entanto, ao consumirmos carnes e vegetais, a glicose entra em nosso sangue tão devagar a ponto de gerar variações mínimas no nível de glicose em nosso sangue e como conseqüência, produzir quantidades mínimas, ou seja, saudáveis, de insulina, o que não irá comprometer a saúde dos órgãos a longo prazo.

A obesidade é uma questão hormonal, causada pela quantidade de insulina que seu corpo produz em resposta a determinados alimentos e não uma questão de quantas calorias estamos consumindo. O conceito de calorias é praticamente inútil para nós, essa teoria foi criada recentemente após a segunda guerra mundial pela Associação Médica dos EUA,  baseada em uma teoria falsa de que quanto mais calorias consumimos mais engordamos. Essa teoria não bate com teorias de cientistas austríacos e de diversos países da Europa, que eram a norma antes da segunda guerra mundial. As autoridades médicas americanas continuam se recusando a aceitar milhares de evidências científicas e observacionais de que a obesidade é causada pela insulina.

Já foi provado cientificamente que a insulina é responsável pelo aumento de gordura corporal, e continuamos a ser instruídos erroneamente por autoridades nutricionais ou médicas, que simplesmente não possuem conhecimento sobre os fatores que geram o acúmulo de gordura, pois seguem recomendações das autoridades americanas (dá para notar o belo trabalho que estão fazendo por lá).

Gostaria de que vocês mantivessem algumas destas informações em mente, porque o sucesso de vocês com a dieta Primal (dieta próxima do que foi consumido durante 99,9% do período de nossa evolução genética como espécie – mais de 2 milhões de anos) depende da compreensão de que a insulina é responsável pelo acúmulo de gorduras em nosso corpo e ela é produzida quando consumimos grãos (arroz, pães, massas e milho) ou açúcar e não quantas calorias de vegetais ou gorduras estamos ingerindo. De fato, como já foi comprovado cientificamente, quanto mais gorduras consumimos (saturadas e monoinsaturadas) maior o potencial para emagrecermos, uma vez que nos sentimos mais saciados e as comemos no lugar desses carboidratos nocivos (grãos).

Diversos estudos observacionais feitos com animais e seres humanos (com populações isoladas que consomem pelo menos 30% da dieta em forma de gorduras), e milhares de depoimentos de quem segue a dieta Primal (veja aqui alguns deles) provam que quanto mais gorduras saturadas principalmente e monoinsaturadas consumimos menor é o nível de gordura corporal.

Nosso objetivo com a dieta Primal é fornecer a vocês leitores cada vez mais informações e referências que comprovam estes fatos e também guiá-los para que alcancem seus objetivos por meio do estilo de vida Primal.

Thanks a lot.

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