Porque não havia câncer entre os Esquimós?

As sociedades caçadoras-coletoras do mundo tem uma taxa extremamente baixa de câncer. Este fato, embora bem conhecido no século 19 e começo do século 20 entre a comunidade médica e científica, é praticamente esquecido ou ignorado nos tempos atuais, de modo a se tornar obscuro.

Médicos do ártico notaram que os esquimós eram notavelmente saudáveis e embora sofressem de algumas das doenças transmitidas pelo homem branco,  não desenvolveram nenhum tipo de doenças crônicas, que hoje em dia consideramos costumeiras, como obesidade, doenças cardiovasculares, câncer, diabete, prisão de ventre, apendicite, entre outras. Muitos dos médicos europeus e norte americanos decidiram fazer pesquisas e ir para a ao ártico, assim que descobriram que os esquimós não desenvolvem câncer. Essas pesquisas começaram em 1850 e duraram até 1920, quando esquimós tradicionais, que não foram influenciados pela alimentação ocidental, se tornaram difíceis de encontrar.

Um dos médicos se chamava capitão George B. Leavit, que pesquisou, ou melhor, procurou câncer entre os esquimós de 1885 à 1907. Junto com sua equipe de médicos, ele alegou que examinou dezenas de milhares de esquimós e não encontrou uma única incidência de câncer. Ironicamente, ao mesmo tempo, Leavit estava diagnosticando casos de câncer entre sua tripulação e outras populações que se alimentavam com a dieta ocidental, que consistia principalmente de farinha de trigo e alimentos enlatados. É importante notar que os esquimós tinham muita confiança nos ocidentais, o que permitia que médicos os examinassem regularmente, além do fato de andarem sem vestir a parte de cima de suas roupas, o que permitia um contato visual constante pelos médicos, o que tornaria relativamente fácil detectar sinais de câncer.

Um estudo foi publicado em 1934 pelo “’F.S Fellows” nos relatórios de saúde publica do tesouro Americano, chamado “Mortalidade entre raças nativas do território do Alasca com referencia especial a tuberculose”. Nele contem uma tabela mostrando a taxa de mortalidade de câncer entre diversas regiões do Alasca, sendo todas elas influenciadas pela alimentação ocidental em certo grau. No entanto, algumas regiões foram mais influenciadas que outras. Segue a porcentagem de mortes por câncer em ordem decrescente de influência ocidental:

Em azul: homem branco, em vermelho: esquimós

É interessante notar a coerência entre o índice de câncer e o grau de influência ocidental na alimentação das respectivas regiões. Os alimentos mais consumidos pelos ocidentais na região eram farinha de trigo, açúcar e alimentos enlatados. Curioso, hein?

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