Artigo da Semana: Os segredos sujos da indústria de alimentos processados – parte 3

Depois da parte 1 e da parte 2, vamos para a terceira e penúltima parte deste artigo! Estou dividindo bastante para não ficar cansativo, ok? Então, vamos saber um pouco mais sobre as sopas prontas…

CALDO NATURAL NUTRITIVO

No passado, muitas culturas tradicionais se utilizavam do osso de animais para fazer caldo. Elas reconheciam as propriedades saudáveis do caldo de osso assim como o sabor que o osso dava às sopas, molhos e ensopados. A ciência moderna nos mostra que os caldos caseiros feitos com ossos são verdadeiras maravilhas no que diz respeito à propriedades de cura; eles fornecem minerais em abundância, fortalecem ossos e tendões, restauram o intestino e nos ajudam a desintoxicar. A gelatina feita do caldo de osso (mocotó) é um grande digestivo natural.

SOPAS INDUSTRIAIS

A maioria das bases que compõe sopas e molhos comerciais contém sabores artificiais de carne, que imitam aqueles que nós conseguíamos com o caldo natural feito com osso. Esse tipo de “atalho” significa que os consumidores foram rapidamente enganados. Quando os caldos caseiros foram empurrados para fora pelos substitutos mais baratos, uma importante fonte de minerais desapareceram da dieta Americana. O efeito de engrossamento da gelatina pode ser imitado pelos emulsificantes, mas, é claro, os benefícios à saúde foram perdidos. Gelatina é algo muito saudável para se ter na dieta. Ela ajuda você a digerir as proteínas mais adequadamente e apoia a sua saúde digestiva como um todo.

Pesquisas sobre gelatina e caldos caseiros chegaram ao fim na década de 50, quando as empresas alimentícias descobriram como induzir a Relação de Maillard – o processo de se criar compostos de sabor a partir de uma mistura entre açúcar e aminoácidos, sob alta temperatura – e produziram os sabores similares à carne em laboratório. Em um relatório da empresa General Foods de 1947, químicos previram que, em breve, quase todos os sabores naturais seriam sintetizados quimicamente. Depois da Segunda Guerra Mundial, as empresas de alimento americanas descobriram o glutamato monossódico, um ingrediente que os japoneses inventaram em 1908 para realçar o sabor dos alimentos, incluindo os sabores de carne. Nós, de fato, temos receptores na nossa língua para o glutamato – ele é a proteína que o corpo humano reconhece na carne – mas o glutamato no MSG ( = glutamato monossódico) tem uma configuração diferente, que não pode ser assimilada corretamente pelo corpo. Qualquer proteína pode ser hidrolisada (quebrada em seus componentes, aminoácidos) para produzir uma base contendo MSG. Quando a indústria aprendeu como sintetizar o sabor de carne em laboratório, usando proteínas baratas de grãos e legumes, a porta se abriu para um novo fluxo de produtos, incluindo caldo de carne em cubinhos (caldo Knorr), mix para sopas desidratado (sopas Vono e Maggi), molhos prontos e condimentos com sabor de carne.

A indústria de fast food não poderia existir sem o MSG e os sabores artificiais de carne, que induziram o consumidor a se alimentarem de comida sem sabor. Os molhos em diversos alimentos processados comercialmente contém MSG, água, emulsificantes e corante de caramelo. Sua língua é levada a pensar que está consumindo algo nutritivo, quando na verdade não está recebendo nada além de substâncias tóxicas.

As chamadas sopas caseiras na maioria dos restaurantes geralmente são feitas misturando água com uma base de sopa em pó feita de proteína hidrolisada e sabores artificiais, e essa mistura, são adicionados os vegetais e outros ingredientes. Mesmo as sopas de lagosta e de peixe na maioria dos restaurantes de frutos do mar são feitas a partir de alguma mistura em pó com sabor artificial.

A indústria acha que até mesmo alho e cebola tem um custo muito alto, por isso usam sabores artificiais de alho e cebola para temperar. É tudo baseado no lucro, sem nenhuma atenção à saúde do consumidor.

Os fabricantes se livram dos requerimentos nos rótulos, já que se o mix dos temperos tem menos de 50% de MSG, eles não precisam indicar a existência do MSG no rótulo. Você pode ter notado que a frase “sem MSG” não existe mais. Ela desapareceu porque a indústria descobriu que havia MSG em todos os mix de temperos!

PROBLEMAS DE SAÚDE

Enquanto a indústria estava adicionando MSG aos alimentos em cada vez maiores quantidades, em 1957 cientistas descobriram que os ratos ficaram cegos e obesos quando MSG foi administrado em sua alimentação. Em 1969, lesões causadas por MSG foram encontradas na região do hipotálamo no cérebro dos ratos. Estudos subseqüentes indicaram os mesmos resultados. MSG é uma substância neurotóxica que causa uma série de reações nos seres humanos, desde dores de cabeça temporárias a danos permanentes no cérebro. Também é associado a comportamentos agressivos. Nós tivemos um enorme aumento na incidência de Alzheimer, câncer no cérebro, esclerose múltipla e outras doenças do sistema nervoso, e um dos culpados são os sabores artificiais nos nossos alimentos.

95% dos alimentos processados contém MSG, e, no final da década de 50, ele ainda era adicionado às papinhas de bebê. Os fabricantes disseram que o retiraram voluntariamente das papinhas, mas na verdade, eles apenas o chamaram de “proteína hidrolisada”.

Um livro excelente do Russell Blaylock, chamado Excitotoxinas, descreve como as células nervosas ou se desintegram ou encolhem na presença livre de ácido glutamato, se o mesmo passa pelas barreiras do sangue para o cérebro. O glutamato do MSG é absorvido diretamente da boca para o cérebro. Alguns investigadores acreditam que o aumento na violência deste país começado em 1960 é devido ao aumento do uso de MSG no começo da década de 50, particularmente quando era adicionado à papinha de bebê.

Dica: se você quer usar um bom caldo (de carne, frango ou legumes) na sua alimentação, faça o seu próprio (tem receita aqui), ou, se mora em São Paulo, pode encomendar da Pat. Eu sempre compro e uso nas minhas sopas e carnes que faço, é maravilhoso!!

Chegamos ao fim da terceira parte, semana que vem finalizo o artigo falando sobre as gorduras industriais. Fique ligado!

Este artigo é uma tradução livre, e o original pode ser encontrado em http://www.westonaprice.org/modern-foods/dirty-secrets-of-the-food-processing-industry

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